quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O ENCONTRO DO POVO E O MACRO ECONOMICO

Plinio Sales

As análises macro econômicas são muito esotéricas aos olhos do povo. O mundo dos agregados está nas estrelas o povo que é a unidade atômica dos grandes agregados é invisível e nada vale.
Se somarmos as ações de 100.000 povos então os mágicos falam de agregados. Deixou de ser povo e vira agregado, sem humor e sem espírito.
O agregado dos poupadores indica a tendência disso ou daquilo, variando o cenário do mesmo modo o PIB só cresce 3,5% porque está em desacordo com as previsões dos analistas que indicavam mais. E o Banco Central, que fala pelo Coupon, trabalha com todos os agregados, determinando os seus comportamentos e influindo no comportamento planejado na meta dos cientistas econômicos.
Jamais se viu um agente do coupon visitando uma fábrica, um sindicato, uma universidade para conhecer o que esse povo pensa, o melhor que vemos é esse famoso agente Tombini, tomando chope com os seus pares nos JOBIs do Brasil. É o mundo do peixe que jamais descobrirá a existência da água.
Os agregadores se libertaram da condição humana e agora se transformou num “avatar” e está dizendo com macro-economia tem que se comportar.
É muito surrealismo. O mundo virtual do Coupon, dos agregados, da taxa de Cambio, foco da Meta e tantos outros novos jargões que só a Mirian Leitão conhece e não ensina pra ninguém. O Serra tinha razão e o Lula muito mais.
Se a macroeconomia não se comporta como os “agregados-men” vaticinam, o culpado foi o povo!

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2011

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