terça-feira, 5 de abril de 2011

A ARENA DO CONGRESSO


Plinio Sales

Nos Estados Unidos, quando a criança nasce, os pais ficam admirando o filho ou a filha e rogam a praga para que sigam a carreira política e se torne Presidente da República.

Aqui os valores são outros. Torcem para se tornar um jogador famoso, se for homem ou uma modelo internacional se for mulher. Ao caminhar ocupam a profissão de motorista de táxi ou uma secretária de um Hospital, ambos orgulhosos.

Até a meta de ser político está prejudicada por causa da Lei da Ficha Limpa. Os partidos que deveriam ser as portas de entrada do cidadão para a prática da boa política, aplicando cursos, faculdades e pós graduação preparando os candidatos a se apresentarem aos eleitores com pleno conhecimento do que fazer e porque fazer, como agente político da sociedade. Mas os partidos, salvo raras excessões, são agrupamentos de desempregrados, vivendo no fundo partidário que é formado pelo dinheiro do povo, que comparece sempre para bancar as iniquidades.

Com um bom funil na formação dos políticos, é muito provável que o Congresso brasileiro se elitizasse e produziria melhores leis e exerceria suas funções constitucionais, sem tanta servicidade inócua. Não é Senador Sarney, político vitalício que esqueceu seu estado o Maranhão, onde sua família comanda a destruição do estado vai pro Amapá.

Essa é a qualidade exemplar do político brasileiro que inspira duas formas de proceder:

1. Como ser bem sucedido praticando política, ou

2. Como não se deve praticar política.

No Brasil os pais não cultuam os desejos americanos de gerar filhos para comandar seu país. Cá neste emergente pais é o culto da bola, das facilidades, do menor esforço, do bolsa família e, mais incorreto, o da bolsa presidiário, pela qual o preso ganha mais do que como simples cidadão na sua vida normal.

É o incentivo fiscal ao crime e às prisões.

Alguém está ganhando, mas se fosse preso estaria ganhando também. Se ampliassemos os acres ocupado pelas prisões de segurança máxima, poderíamos incorporar os palácios do Congresso Brasileiro, hospedando aqueles brasileiros com os seus salários e benefícios maravilhosos.

A arena do Congresso expele CO2 pra todos os lados. Vamos enquadrá-la num programa de crédito-carbono e assim aumentar a sua receita.

Mas vai melhorar, porém enquanto espero vou descançar no Vidigal.

Rio de Janeiro, 04 de abril de 2011.

Um comentário:

  1. de Gloria Sousa
    para Plinio Sales

    data 5 de abril de 2011 17:36
    assunto Res: Artigo A Arena Do Congresso
    enviado por gmail.com
    assinado por gmail.com

    ocultar detalhes 17:36 (17 horas atrás)

    Plínio,

    Sua crônica está ótima...muito bem observado e colocado...gosto da maneira que escreve,
    despretenciosa e clara, com objetividade...
    Acredito muito no sucesso do lançamento de seus livros...
    Quero estar presente...em o ver realizado!!!

    Abs.

    glória

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