terça-feira, 28 de junho de 2011

DE ONDE VEM O PERIGO: DA MOCHILA DO ESCORPIÃO

Plinio Sales

Ao se virar, vem o petardo no rosto. É a bola da rapaziada na praia. Passeando, olhando vitrínes, sob seus pés, de repente, explode o bueiro da Light. Olha que só em Copacabana se tem 3.000 bueiros. São potenciais granadas inocentes aos seus pés.

É o perigo por todo o lado. O trânsito maluco, o ônibus com freio defeituoso, o escapamento do botijão de gás, só pra falar em coisas pequenas.

Se pensarmos que a própria terra, onde vivem 180 milhões de pessoas, esquecendo-se das árvores e dos animais, é uma verdadeira e gigantesca bomba de alta explosão. Sob a camada fina da terra, estão cobertos mais de 5.000 vulcões, adormecidos ou em atividades, se todos resolvem fazer um movimento de revolta e explodirem ao mesmo tempo, o mundo viraria um grande mar de lama. Todos, absolutamente todos, ficaríamos petrificados.

Esse perigos, produzidos pela natureza são imbatíveis. Lembre-se do Vesúvio, destruindo Pompéia, e outros devastadores. Somente uma vez, uma pequena ilha de pescadores, na baixada da Islândia, conseguiu jogar bilhões de litros de água gelada contra um mar de lama quente que descia do vulcão, conseguiu deter a enxurrada e transformá-la em rocha ignea.

Os grandes furacões, os tsunamis, os ciclones e as volumosas enchentes são perigos que surgem quando menos se espera. São perigos mortais. Frutos dos efeitos da variação da energia solar ou do movimento das placas tectônicas, das quais nunca se tinha ouvido falar.

Voltemos aos perigos do dia a dia. Do remédio vencido. Do erro cirúrgico acidental. E, por último da bala perdida.

É difícil esconder-se, sabemos que o perigo está em todos os lugares, até na mochila da Pituquinha, onde ela carrega seu escorpião de estimação, defendendo o dinheiro que jamais vai pegar pra pequenas despesas fora do orçamento.

De onde vem o perigo, vem da mochila da Pituquinha.


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

ONDE ESTÃO OS AMIGOS

Plinio Sales

No passar pela vida se vai construindo amizades, armando um forte círculo de proteção. Se não se tem essa habilidade natural, podemos nos associar a clubes sociais, sociedades secretas, ser voluntários em igrejas, ser assíduos em cursos de férias e outros canais onde se faz amizades.

Há inúmeras canções, bem inspiradas, cantadas pelo Roberto Carlos, Milton Nascimento e outros.

A própria Maçonaria, na qual me associo, é um grande ambiente de formação de amigos e cúmplices amigos.

Um mestre judeu, fora do rabinato, disse-me: “Se você não tem amigos, compre um.” O conceito de comprar era generoso, ratificando ninguém vive sem amigos.

Seus primeiros amigos são os seus pais, seus irmãos, avós, tios e outros parentes. Amigos de colégio que, em cada período ou curso, trocam de camisas. Acrescente-se os amigos de trabalho, amigos de rua e até nos transportes se faz amigos.

Ao se fazer um inventário de amigos certos, profundos, sem críticas, solidários no câncer, dificilmente se passa dos dedos da mão. Ser ou não ser amigos, eis uma grande questão.

Agora surgem os amigos das comunidades sociais da Internet. Todo instante recebo mensagens de que alguém pede para confirmar amizades, quer ser seu vizinho, convida para ver um álbum de retratos,ver um vídeo e outras tantas formas de comunicação. De todos que me acessam, querendo ser amigo de pronto eu aceito, sem ver perfil e nem mensagens no mural. Se é pra ser amigo, que venha, pois estou de braços abertos. Conto que será um novo leitor. Os meus estão aí e vão virar livros.

Outra classe especial de amigos, são os amigos de infância. Que sobrou dessa época? Eu, pra essa classe, tenho memória zero. Por essa razão, quando encontro alguém daquela, que só agora se torna meu amigo, logo revelo que se trata do meu mais novo amigo de infância. Foi assim com o Betinho, com o Bruno, com o João e tantos outros. Hoje já tenho uns 100 novos amigos de infância. É preciso ter.

Onde estão os amigos? Estão todos por aí, em todos os lugares, falando diversas línguas. Até mandarim já temos, graças ao Dudu e ao Charles.

Quando estiverem longe, vou pedir a Deise para cantar “Meus Amigos”.


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

O PATRIMÔNIO PÚBLICO S/A

Plinio Sales

O povo é o dono do poder. Está na constituição. Ninguém pode ser ineficiente ao governar. Se fôssemos classificar a eficiência da administração, em termos de custo benefício, daríamos um redondo ZZ000 sem louvor.

Já discuti a divisão do Patrimônio Brasileiro, distribuido pelos 180 milhões de habitantes, o que daria a cada um 10 milhões de reais, quase uma mega-sena, tornando cada brasileiro um indivíduo capaz de ter a sua casa própria, seu carro, sua saúde, seus estudos e até o seu negócio próprio. É só fazer contas, como diz o Pedro Capp, ter vontade política. Enquanto essa hora não chega, proponho criar a sociedade denominada de Patrimônio Público S/A, administrada, sob regime privado, obedecendo normas coorporativas, longe dos olhos dos políticos desempregados.

Por licitação publica se contrataria, em concorrência mundial, aberta as universidades, grupos eficientes para administrar o patrimônio público, pagando bons salários, participação societária e bônus por eficiência. Essa administração, poderia ter um organograma com uma Holdine Nacional, longe de Brasília, e subsidiárias estaduais.

Para dirigente máximo sugiro contratar o Paulo Rabello de Castro que formaria uma equipe transnacional para coordenar as ações de todo o sistema, como se fosse uma grande multinacional privada, acompanhada por auditores sérios e competentes.

A essa sociedade se incorporaria todo o patrimônio público espalhados pelo Brasil inteiro: terras públicas, empresas públicas, edificações, mercadorias, estoques de produtos agrícolas e tudo mais, inclusive as ações e quotas de fundos como PIS, PASEP e outros. Seria uma empresa maior que a Petrobrás.

Os resultados seriam distribuidos aos acionistas que é o povo. Sobre os lucros pagaria impostos como qualquer empresa privada. Os funcionários seriam contratados por currículos competentes, sujeitos as CLT.

O ex-ministro e senador Francisco Dornelles, acompanhado pelo Sr. Antônio (Votorantim) poderiam apresentar um ótimo plano de trabalho a longo prazo para que o sistema fosse bem sucedido.

O Patrimônio Público é do povo. Por ele deve ser bem governado.


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

COMO O BRASIL PODE RESOLVER OS PROBLEMAS DO MUNDO E GANHAR SOBERANIA

Plinio Sales

Entre os grandes problemas do mundo que provocam dissonancias entre as potências no mundo árabe islâmicos, podemos identificar a posse de terras e os conflitos religiosos que também decorrem dos sem terras e fronteiras inseguras.

Quanto ao petróleo o Brasil possui mananciais incalculáveis e ainda não descoberto. Sem perda de soberania, por decisão do povo, poderia licitar até 50% do potencial ainda a descobrir, excluindo-se o pré-sal já descoberto, em 10 grandes lotes, cabendo as potências sem petróleo, cobrando uma taxa de ingresso dimensionada em função do potencial, tipo 2 dólares por barril, e uma participação de 1/3 no resultado líquido da produção, completamente isento de impostos federais, estaduais e municipais. Os recursos assim obtidos seriam destinados ao fundo do Patrimônio Brasileiro.

Essa abertura brasileira teria caráter de reforço ao estoque existente nos países beneficiários.

Nos contratos das concessões de exploração, a ANP exigiria a obrigação de aplicar 10% dos resultados na pesquisa e produção de energias alternativas, não fósseis, para compensar a energia do petróleo extraído.

Quanto ao fator terra, o povo brasileiro, proprietário da região Amazônica, poderia lançar internacionalmente, dirigindo-se principalmente aos países sem terra, um grande projeto de “land development” dividindo até 50% da Região Amazônica, por grandes lotes de 5 milhões de hectares, podendo cada candidato, subscrever mais de um lote, dependendo do tamanho da população que pretende realocar. Entre cada lote, seria projetada faixas de segurança de 50 Km, na qual seriam implantados parques florestais administrados pela ONU para destinar a produção ao programa da fome e da miséria do mundo inteiro.

Cada lote pagaria, para subscrevê-lo, 2 dólares por hectare em favor do Fundo do Patrimônio Brasileiro, onde cada brasileiro participa em igualdade de condições.

Com essas providências, abrir-se-ia duas novas fontes de recursos em favor do povo brasileiro, cuja soma poderia alcançar um valor social superior a 1 trilhão de dólares, que divididos por 180 milhões de habitantes, então a participação “per capita” poderia atingir 10 milhões de dólares para cada um.

Os efeitos colaterais serão três:

1. Elimina as tensões territoriais;

2. Atenua a pressão sobre a procura de petróleo, incentivando a produção de energias alternativas;

3. Aumenta o patrimônio do povo brasileiro.

É um plano de trabalho para ser patrocinado por estadistas brasileiros, suporte de Comissão Executiva, composta pelos ex-presidentes do Brasil, que definiriam as condições de funcionamento do programa ora proposto em linhas gerais.

O Brasil pode resolver problemas do mundo e seus conflitos, ganhando um salto de soberania.


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

AS JOVENS BALADEIRAS

Plinio Sales

Ao observar os movimentos da juventude nas madrugadas das comunidades como a Rocinha e o Vidigal, se vê um bando de jovens saindo das baladas, como são conhecidos os encontros dançantes ou rebolativos da juventude nas noites de sexta, sabádos e domingos. E a maioria é de mulheres, ou jovens travestidas de mulheres, mostrando quase todos os seus atributos físicos. É muita carne exposta, sem pudor.

Rola muita bebida e doses de coisas mais pesadas, animando exageradamente o pessoal. Às vezes o clima esquenta e sai porrada de todos os lados. Noutra madrugada, o Rafael, rapaz boa praça, operador de van, recebeu um petardo no olho, sem ter nada com a confusão, sem nem ter visto de onde veio. Se houvesse arma naquele meio, alguém teria saido mais cedo desse cenário.

Porque as igrejas se recolhem nessas horas. Poderiam fazer reuniões liturgico-serestas para atrair jovens. Depois aparecem as voluntárias da Pastoral das Crianças para pegar carona em projetos consolidados e vitoriosos, como do CDI do Rodrigo Baggio.

As jovens baladeiras parecem ter saído de um lugar escuro, habitados por vampiros e travestis. São diferentes, anti-sociais, sexy-livres, linguajar frívolo e tudo mais depreciativo. Lógico que os pais desconhecem essa floresta, ou preferem fechar os olhos e ouvidos. Acredito que Deus está vendo e vai dar uma solução. Senão haveria uma profusão de sem-vidas pelas ruas a fora.

Ao comparar com os jovens, saindo da PUC-Rio ou PUC-Campinas, volto a sentir que o Brasil tem um berço esplendido e podemos nos ufanar deste país.

São várias maneiras de olhar os movimentos sociais das juventudes. Também fizemos as nossas artes no passado. É só mudar as lentes dos binóculos e ajustar o visor.

As jovens baladeiras serão as mães de amanhã, vigiadas pelas UPPs.


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

FILHOS LARGADOS, MATÉRIA PRIMA DO CRIME ORGANIZADO

Plinio Sales

Nesta população de 180 milhões, podemos contar com 1,8 milhões (1,0%) de filhos abandonados por pais imaturos, sem qualquer preparo para manter uma família unida, com amor e paz. É um exército que está crescendo, basta dar uma espiada nas ruas das capitais. Em São Paulo a população de rua vai ultrapassar as de residentes em belos palácios e apartamentos. Imaginem a força de um Movimento do Sem Pais (MSP), com fome e raiva.

Ainda é tempo de pôr o dedinho nesse buraco da grande comporta, para evitar a enxurrada da guerra social. Gasta-se bilhões com segurança privada e pessoal, pra nada. Poderia gastar 50% dessa verba em bons programas sociais, assim aumentaria a segurança em 100%. Do que se proteger: da pobreza, dos sem tetos, dos sem pais e da fome. Essa massa está crescendo e, com isso, a segurançã da sociedade superior está cada vez perdendo a resistência.

Cabe as igrejas, todas sem exceção, o trabalho preliminar de botar o dedo no buraco. As ações sociais da igreja precisam sair do armário do dízimo, demonstrado por sacos carregados de dinheiro, recolhidos em palácios templários caríssimos, aplicando verdadeiros 171 na massa de clientes, sem fé, entregando suas parcas poupanças para a glória dos pastores, que hoje é uma profissão bem remunerada, atuando numa grande rede (network) tipo Avon.

Cada Igreja e são milhares, deveria fundar um núcleo, ou pastoral ou outro nome bonito, para contratar mães substitutas. Sabem inventar o imposto substituto, porque não a mãe substituta. Por exemplo 20 mães por igreja ou templo ou centro, seja o nome que for, até de loja maçônica. Cada mãe dessa seria remunerada com 3 salários mínimos mensais, recursos esses saídos dos dízimos, doações e verbas públicas. Essas mães deveriam ser treinadas para se tornarem mães substitutas com carteirinha e tudo, habilitando-se a todos os benefícios da previdência social, mediante módica contribuição.

Cada mãe teria a meta de criar e educar 2 filhos largados nas ruas ou entregues para esse programa. Extensivamente, instituiriam cursos especiais para formação desses filhos ingressados no sistema. Adotar-se-ia as técnicas da Avon, fazendo seleção e premiação anual em Porto Seguro das mães que melhor se destacassem no seu trabalho de mães substitutas.

Quando poderia custar esse programa? Pouco menos do que 10% dos salários e benefícios dos congressistas e todos os funcionáriso públicos. Menos de 1% do faturamento das fábricas de armas brasileiras ou das importações oficiais.

Esse pouco ou quase nada, teria um efeito multiplicador na segurança social, além de criar empregos sadios ao contratar centenas de milhares de mães substitutas. Seria um novo exército do bem contra o MSP.

“Vale a pena, tudo vale a pena se a alma não é pequena.”

Os filhos terão suas mães e jamais serão largados pelos sinais de trânsito, sem trombar em ninguém.


Rio de Janeiro, 26 de junho de 2011

FAZER ANIVERSÁRIOS PASSO A PASSO, EM DOIS ESPELHOS

Plinio Sales

Há poucos dias minha conterrânea mineira, lá de Formiga, estava comemorando 118 anos. Todos em volta felizes, por cantar parabéns para vó Nadir, a mulher mais velha do Brasil. Duas semanas depois, saiu a noitícia que ela morreu. Seria bom saber como foi gozado os útlimos 14 dias de vida dessa resistente e idosa senhora. Como dormia, quem a levava ao banheiro, o que comia, quem cuidava da sua pensão, como trocavam e lavavam suas roupas. Em resumo qual era a sua qualidade de vida e seus reflexos na família. Era apenas uma peça publicitária da qual teria nenhum proveito.

Em contrapartida, participei do aniversário de 20 anos da minha neta: a Tuquinha. Quantos preparativos: medir orçamento e adesões, planejar cardápio, coordenar os jovens colegas que farão o almoço, quem convidar e o que cada um trazer. Muitos preparativos para o evento, sim porque virou um evento.

Quem faz 20 anos tem mais 100 para alcançar a D. Nadir que morreu sorrindo aos 120 lá em Formiga. Nesse mesmo espaço de tempo a vó Nadir passou da juventude, formou-se professora, tornou-se famosa cozinheira, foi mãe, tia e avó adorada. Gerou 6 filhos, contabilizou 12 netos, 4 bisnetos e 2 tataranetos. Viveu 100 outros aniversários, com bolos e a mesma canção dos parabéns. E, ainda mais, morreu pitando um cigarrinho, condenado por toda a família, mas o que fazer: vai morrer mesmo.

Vira o foco e voltamos ao aniversário da Tuquinha com muitas amigas, todas jovens e cheias de sonhos na cabeça. Se tiver algum plano é para a próxima semana. Estão na fase de estudar, procurando mostrar aos pais que serão melhores do que eles. Serão? Só Deus sabe. Mas imaginem o que elas vão ver, passar e fazer nos próximos 100 anos, porque se a vó Nadir viveu, apesar de fumar, elas viverão mais 120 anos, pois a média de vida aumenta 20 anos em cada 100 anos. Nesse período acabaremos com todas as doenças, deixaremos de fazer cirurgias, os dentes serão implantados, a bunda, os peitos, as faces serão trocadas por novas ciborgtecnologias.

Portanto meninos e meninas dos 20 anos, procurem examinar o que fazer nas pegadas que vem à frente.

Eu estarei presente para ver e registrar os próximos 27 anos e vou participar, como chorar também, de muitos eventos, sem a companhia do amigo Murphy.


Rio de Janeiro, 26 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O PRIMEIRO MILHÃO DE DÓLLARES

Plinio Sales

Sonhar é a forma de deixar a vida nos levar com imensas esperanças. A partir da idade de conhecer a si mesmo, começa prática permanente do sonho. Sonha-se acordado, olhando pro nada; sonha-se dormindo e geralmente sonha-se sorrindo.

Em minha longa vivência no mercado de capital, e põe longa nisso, desde 1964 até hoje, atuando de muitas maneiras e até de consultor de tributos e finanças, eu e muitos companheiros colocamos um retrato na parede, para o qual nos benzia ao chegar ao escritório: era o retrato de uma nota de “Hum Milhão de Dólares”. Era a nossa folhinha de mulher nua, que encontramos em toda oficina mecânica e nos borracheiros.

A nota existe no meio interbancário americano, sem circular no público. Se você consegue ganhar, honestamente se possível, hum milhão de dólares, passa ter direito a uma capa do Times. Hoje os milionários se transformaram em bilionários. Até no Brasil já temos mais de mil bilionários contra 179 milhões de proletários. Precisamos mudar, senão teremos nova revolução do proletariado ou vámos ver outro idealista barbudo descer de uma Sierra Maestra-Brasileira. Aliás cabe perguntar porque todo revolucionário, aparece de barba grande, suja e fedorenta. É o “fashion” do revolucionário.

Voltemos ao million de dólares. Aquela nota era o nosso motor diário. Se fazia mil peripécias para pô-la na carteira, como status do progresso. Inventamos o “open market” o “day trade”, as “comodities”, o mercado futuro, as opções e outros bichos cabeludos. Muitos operadores foram estudar em Stanford, Harvard, Whartton, Cambridge para aprender a usar a máquina sensação a hoje famosa e difundida HP-22. No meu tempo, o charme era carregar uma régua logarítimica de cálculos. Impressionava aos nossos pais e as garotas.

Tudo para pegar e ficar com uma nota de milhão de dólares. O marketing americano é imbatível. Lançaram uma série de notas de “Million de Dóllares Bill” para servir de talismã no mercado financeiro. Foi um sucesso de vendas. Era o clone perfeito do original. Emitida pela American Bank Note, naturalmente sem valor de moeda, porém idêntica, inclusive o papel da impressão.

Cheguei a comprar umas mil e dava de presente aos amigos e clientes, mas ninguém nunca ficou milionário por causa disso.

Agora, vejo a minha filha Babi, tecnóloga de TI,tentando via o mercado de comodities, fazer o seu milhão de dólares. Antes que quebre, estou aconselhando a falar com o Dudu Penn para fornecer uma nota de “one Million Dóllares Bill” para aquecer suas esperanças de ser milionária.

E assim podemos fazer o nosso primeiro hum milhão de dólares. Pra quê, Pra nada!


Rio de Janeiro, 24 de junho de 2011

CONSELHOS AO PRESIDENTE, SEM FIM

Plinio Sales

Ser presidente do Brasil é uma tarefa inglória. Deve governar 180 milhões de pessoas, distribuidas por 26 estados federativos.

Pela estrutura organizacional, estabelecida na Constituição brasileira de 1988, as responsabilidades são tantas e variadas. De tão complexa fica difícil de governar. Tanto é que o governo efetivo é distribuido por mais de 30 ministérios, todos concentrados em Brasília. Se cada Ministro pretendesse uma audiência com o Presidente, poderia agendar um por dia. É como governar, falando com os ministros uma vez por mês. Reuniões de trabalho nem pensar, é pouco tempo pra tudo. Além dessa parte executiva, ainda tem que interferir direto na coordenação política. E o povo, onde fica? Ao povo nada, é o que merece, por causa do seu voto desinteressado.

O Presidente não tem tempo para apertar a mão do povo. Nega e nem pode delegar a terceiros essa função de político do povo, e a ele deve explicações.

Napoleão estava certo, é impossível comandar mais de 10 generais eficientemente.

A organização do executivo deveria sofrer uma profunda reformulação. Limitar o número de Ministros a no máximo 10.

Criar, subordinados aos Ministros, as Diretorias Operacionais, também limitadas a 10, no máximo, por ministério. Até aqui já temos uma pirâmide de 100 executivos de alto nível. Some-se a essa estrutura mais 10 gerentes, sob cada Diretoria. A estrutura ficaria em 1.000, comandantes e sub-comandantes. Mais do que isso fica pesada e reduz por demais sua capacidade operacional.

O Presidente eficiente só pode dedicar à máquina administrativa o máximo de 50% do seu tempo normal de trabalho, sendo 30% o ideal. O resto deveria dedicar a Relações Institucionais com o povo. Poderia estar presente em todos os sites de comunidades. Andar nas ruas, sem seguranças, dispensar os barulhentos batedores.

Por que não simplificar a governança. Contrate auxiliares eficientes, onde estiverem, por preços competitivos no mercado.

Privatize o máximo possível, limitado as determinações da Constituição casuística como a brasileira.

A máquina burocrática é pesada, são milhões de servidores públicos, sendo a maioria ineficientes, ganhando péssimos salários.

Privatize tudo que puder privatizar e, ainda, receba bônus por essas concessões.

Esse é um conselho recorrente a outros já registrados.


Rio de Janeiro, 24 de junho de 2011

FERIADOS DE TRABALHO, NA BAHIA!

Plinio Sales

É lugar comum ouvirmos lamentos corretos de que no Brasil existem muitos feriados. Isso é conversa de paulista, que corre pra lá, viaja de aviação, corre pra cá, enfrenta engarrafamentos de KMs todos os dias, tornando seus dias úteis, destinados ao trabalho, uma coleção de baixa produtividade e muito desgaste, para no fim de semana se divertir com os engarrafamentos das vias para Santos, Guarujá e outros lugares fora da Capital.

É como dizia o Luciano Furtado, meu amigo cearense de saudosa memória: Plinio, o Paulista é o vagabundo mais apressado do Brasil!

Já o carioca e o nordestino em geral discute a existência de muitos dias úteis no calendário. Veja Salvador dos Trios Elétricos, do Caetano, da Gal, do Dorival Caymmi, do Jorge Amado, do Luiz Carlos Magalhães, do Sérgio Gabrielli (nosso futuro governador) são 365 dias feriados. E nesses feriados, tome trabalho. O turismo, se bobear, já ultrapassou o Rio de Janeiro. O movimento de turismo vem do interior brasileiro, como vem do exterior com pontes aéreas de Portugal, da Espanha e de outros países da Europa. Parece folclore, mas os japoneses lançaram um Plano de Aposentadoria, denominado o fim é... Bahia! Viva seus últimos dias, descansando e feliz! Contam-me que hoje já é o maior Plano de Aposentadoria de Hiroshima e Nagasaki.

Então, tudo é a forma de trabalhar. Vejo uma certa idolatria para ter carteira assinada. Pura bobagem, a carteira assinada é o seu atestado de pobreza e de moderna escravidão é a Lei Aurea do Getúlio.

O futuro é o trabalhador ser o patrão de si mesmo, tendo como ferramenta de trabalho o celular do FHC. Nada de todos os dias acordar cedo, pegar a marmita, enfrentar 2 horas de condução e chegar aflito e cansado ao trabalho. Isto é um “redutio vitae” é a morte anunciada do Nelson Rodrigues.

Todo trabalhador deveria trabalhar em casa, junto da família, utilizando sua cota do Fundo de Participação de Patrimônio Brasileiro – FPPB – ao qual tem direito e do qual é sonegado, em favor dos poderosos (5% do PIB brasileiro).

Os feriados também são dias de trabalho. Pensa que é fácil programar diariamente, onde comprar o protetor solar genérico e obter os trocados para ir à praia de Copacabana ou a do Vidigal onde o Vinícius de Morais lavava os seios da sua amada.

É parodiar o argentino de Costarumba que já na segunda-feira é visto no bar, tomando o seu vinho sagrado, nas fraldas dos Andes, ao responder: “A semana já está perdida mesmo!”

A grande política social é dar ao povo-trabalhador brasileiro o mesmo padrão que usufruia os congressistas, os juristas dos Supremos e os eficientes e produtivos funcionários públicos, que consomem 80% da renda dos impostos pagos pela sociedade que, em última análise, é o povo. Assim chegariamos a isonomia social.

Os feriados de trabalho obrigam o descanso e o lazer dos bons baianos, sem lenço nem documento, mandariamos ao Rio de Janeiro, Aquele Abraço!


Rio de Janeiro, 24 de junho de 2011