Plinio Sales
A força desarmada é fruto da autoridade reconhecida. Quando a força está apoiada nas armas, no poder corrompedor do dinheiro, então mais cedo ou mais tarde vai desmoronar. A grande força, depois da divina, é a do povo, que as vezes é o exercício da força divina.
Disse Lincoln – não se pode enganar a todos por todo o tempo. A história traz muitos exemplos de impérios que desmoronaram com os pés podres. Recentemente vimos a queda do Império Russo, tornando-se uma democracia administrada. Estamos diante do fenômeno centenário do Fidel Castro, controlando o povo miserável com uma cortina de ferro. Vai cair ainda neste século, empurrado pela força do povo. Todos os demais ditadores, neste século, vão cair, inclusive o poderoso chinês. No caso do chinês a queda vai ser pacífica e de repente: coisa de chinês.
A força para sobreviver precisa de um combustível de longa vida, como a força da gravidade que mantém os astros em equilíbrio. É o tipo da força divina. Você não vê, mas existe, senão seria o caos: as estrelas caindo ou subindo e batendo umas nas outras, provocando aí o grande Holocausto.
A força do povo também é uma espécie divína, ela vai saindo, se arrumando, vai crescendo, vira movimento, passeatas e por fim uma revolução. Seu combustível é a verdade, repetida por líderes, em conjunto com o pacote de maldade dos governantes.
Os governantes, os funcionários públicos e os próprios empresários, precisam colocar no seu planejamento que eles estão exercendo atividades para servir ao povo, a comunidade, a sociedade, as quais pertence.
Na parábola bíblica que diz “que o senhor é o meu pastor, com ele nada nos faltará”, o político deve entender que o senhor é o povo que tem a força. No fim da história, tudo que sobrar pertence ao povo e por ele foi criado para o bem geral de todos.
Do povo todo o poder, ao povo tudo!
Rio de Janeiro, 07 de junho de 2011
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