terça-feira, 14 de junho de 2011

A IRMANDADE ESTÁ PRESENTE, SEM SEGREDOS

Plinio Sales

Faço parte da maçonaria há 30 anos. Antes de entrar, pelas mãos do Venerável Mestre Jabour da Loja Lealdade na Tijuca, me rotulavam de Maçon sem avental, por isso fui indicado. A seleção é rigorosa, mas nada que um homem de bem não seja capaz de superar. O passo mais importante é o consentimento da mulher, que entre os irmão são as cunhadas e as mais respeitadas de todas. Dois grandes mestres recebem a incumbência de entrevistar a esposa pra saber se ela concorda com o ingresso do candidato na ordem. Se ela não consentir, babau! Não entra. Tivemos um caso interessante e aconteceu comigo. Ao entrevistar a esposa de um candidato, cuja ficha me coube por sorteio, com uma recepção elogiada, no momento da pergunta crucial: A senhora concorda que ele se torne Maçon, depois de explicar todos os preceitos maçônicos que ele e ela teriam que seguir, ela retrucou com muita autoridade. “Esse sem vergonha nunca me pediu autorização pra nada, porque que eu devo autorizar?” O candidato ficou na geladeira. Só depois da terceira entrevista ele foi autorizado a se submeter ao ritual da seleção. Hoje ele é um dos Maçons mais operantes e a cunhada trabalha incansavelmente nas obras sociais da maçonaria. Essa é uma outra virtude da maçonaria, recupera casais em litigio. A maçonaria é isenta de religiões ou dogmas sectários. O fundamento básico é crer num Deus criador que em nossa irmandade veneramos como o Grande Arquiteto do Universo – denominado simplesmente de Gadu.

Um dos princípios básicos da maçonaria, entre outros, é a fraternidade. Onde houver um irmão maçon, uma cunhada ou um sobrinho, nós nos obrigamos a prestar ajuda, seja ela qual for.

Descobri que o meu urologista, ainda jovem, pertence a irmandade. Revelou-se no justo e perfeito, ao ver na minha lapela, insignias da maçonaria que carrego com muito respeito. Pratico a maçonaria 24 horas por dia em qualquer lugar, seja no Brasil ou no exterior. Em Brasilia, o encontro é sempre coincidência. O Palácio Maçônico de Brasília, cuja inauguração tive o privilégio de participar, é tão imponente quanto o Vaticano.

Em Juiz de Fora, as três divisões da maçonaria são tão irmãs, que o chefe maior de todos, o Venerabilíssimo Mestre, é o único dignitário de todas.

Há imensos exemplos da boa prática maçônica. A única coisa secreta são os gestos sociais da maçonaria. Há o famoso exemplo do M.M. que ajudou Mozart a se recuperar de um estado de falência, com a mulher doente, desesperado, quando surgiu um Mestre Maçon e encomenda uma sinfonia e lhe paga um valor acima do pedido para ajudar a sua recuperação. Hoje a bela sinfonia da Maçonaria foi aquela feita por Mozart para atender a encomenda salvadora. Essas coisas, poucos sabem porque não se divulga.

Há grandes maçons na política brasileira. Vamos nos reunir para fazer uma Nova República para o melhor bem dos brasileiros.


Rio de Janeiro, 14 de junho de 2011

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