terça-feira, 14 de junho de 2011

A PÉ NA LUZ CHEGO LA!

Plinio Sales

Durante muito tempo da nossa vida de Globetrotter percorremos milhares de kilômetros de aeroportos.

Dos melhores que hoje são grandes e luxuosos shoppings até aos pequenos do interior de Minas, onde só pousa os teco-tecos monomotores de ampla segurança: é difícil cair.

A vida no ar, dentro de uma aeronave, é bem tranquila, independente do serviço a bordo, mas se compensa pela atenção e gentilezas da tripulação. Gosto da Gol e também da TAM do meu saudoso amigo Rollim, um verdadeiro marketeiro, que me ajudou muitas vezes bonificando pessoas idosas ou doentes para se locomoverem de um lugar para outro. Por isso, o Comandante Rollim foi agraciado com o título raro de “Grande Ordem Superior dos Cavalheiros do Universo-Gosh Terra. “Entre as mulheres somente a Sueli Garcia recebeu essa honraria.

No ar tudo bem, mas estão faltando as concorrências da Varig e da VASP, elegantes performances e boas escolas da aviação, sendo também um reflexo da diplomacia brasileira no exterior. É preciso imitá-las e superá-las com a ajuda do Itamarati.

Agora voltamos à Terra. O chão dos aeroportos. Todos se tornaram grandes Shopps. Os pequenos, como o de Porto Seguro também. Passei a perceber que a Infraero fatura mais nos “royalties” das lojas e dos concessionários do que voando. As longas filas e a multidão zanzando nos aeroportos, constituem uma potencial máquina de compras, com bom poder aquisitivo.

Os problemas de atraso ou de retardamento das aeronaves, demorando mais tempo e o viajante e parentes no aeroporto, como se fosse São Paulo, onde o aeroporto é um grande ponto de atração turística.

Esses fenômenos de transito e de espera, encobrem a urgente necessidade de se modernizar os aeroportos.

O aeroporto ideal é aquele em que o passageito entra numa cabine confortável, refrigerada, com internet e um salutar lanche, aperta o botão do local onde quer ir, e por um efeito de transporte matéria-espírito, transporta-se instantaneamente para o destino com a velocidade da luz. Igual como é em Saturno, onde não tem Infraero, nem Anac, nem controladores aéreos: somente ondas eletro-magnéticas.

Esse aeroporto do futuro é o nosso sonho, durante o sono tranquilo da Varig. O sono acabou, mas o sonho continua.

Vamos sonhar no ar!


Rio de Janeiro, 30 de maio de 2011

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