terça-feira, 14 de junho de 2011

A LUZ DE VELAS

Plinio Sales

O Sol ilumina a terra a bilhões de anos e continuará por X vezes bilhões de outras épocas. Nosso ano-sol será muito ou nada curto, se comparado com o tempo do Sol. Pelo fato da terra ser esférica e girar em torno do Sol. Embora o sol também se movimente numa grande elipse em torno da terra. Então temos dois astros em movimento nos famosos movimentos de rotação da Terra, girando em si mesmo, produzindo o dia e a noite. E o movimento de translação, produzindo as estações e os anos. Tudo isso a luz do Sol. A noite a Terra não recebe luz do Sol, está do outro lado que é dia. Para compensar a falta de luz do Sol, se inventou a luz artificial para sibstituir o Sol na sua volta pelo outro lado. A luz do Sol não falha nunca em seu movimento perfeito, com a sua fornalha ambulante, a milhões de anosluz de distância da Terra.

A luz artificial está sujeita a falhas frequentes, longe de se comparar com a luz do Sol. A luz artificial é gerada pelo movimento, parecido com o do Sol, dos elétrons, oriundos da separação do elétrom do átomo do hidrogênio, que navega em movimento frenético, produzindo luz e calor. São minúsculas partículas em movimentos semelhantes a ondas, conduzidas ordenadamente através de fios grossos ou finos, até o local do uso. Começa na queda dos rios, fazendo rodar geradores de elétrons, transmissíveis em grandes redes de distribuição, transportando energia até o destino do consumo. Esse é o sistema artificial, que se for buscar a origem, vai encontrar o soberano Sol, atuando no circuito hidrológico: do mar, evaporação, nuvens, chuvas, rios, barricadas hidrelétricas, geração e transmissão.

No princípio a obra de Deus estava lá: o Sol.

Em ocasiões, onde falta a luz doméstica, temos o simples recurso da luz de velas. A vela, também fabricada pelo homem, com os conhecimentos materiais, criados por Deus, supre a falta de luz elétrico no uso diário. Não dá uma claridade perfeita, mas é uma transitória solução. Seria possível viver sem a luz artificial, mas teríamos que retornar a tempos primitivos, talvez mais saudável do que hoje.

Neste momento, escrevo à luz de velas. Essa luz também participa de momentos românticos, quando o amante ou a loura interessada programa um “fondue” à luz de vela, tão importante nas noites frias do sul do Brasil.

Passamos pelo Sol, pelas hidrelétricas e pela luz de velas, em todo o caminho vimos que Deus está presente e, até, nos pequenos detalhes da chama ondulante da vela.

Cabe pensar, depois da luz do Sol o que virá. Já temos luz fria, raios de luz e outras idéias dos cientistas em ação.

Vamos escrever e estudar à luz de velas para o nosso progresso varonil: Brasil, zil, zil.


Rio de Janeiro, 31 de maio de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário