terça-feira, 14 de junho de 2011

A MISSÃO IMPOSSÍVEL DE SUBTITUIR O HOMEM CERTO

Plinio Sales

É mais fácil construir o grupo de atividades e funções de um cargo do que assumir um cargo que era ocupado por alguém com reconhecida eficiencia e competência, tentar subtituir o homem certo no lugar certo.

Na prática a sombra do substituido está em todo lugar obrigando a superar o que está bem feito. É uma tarefa impossível. É melhor arquivar tudo que foi feito num arquivo morto e fazer o quase mesmo com outra marca, como foi malandramente feito com o Bolsa Família.

Todos os novos ocupantes dos cargos de um novo governo vive um período de adaptação para se ajustar e conhecer as várias funções que deve manobrar. O tempo desse período varia de pessoa a pessoa, dependendo da sua taxa de adaptabilidade. Os normais se adaptam bem e com relativa rapidez. Os excepcionais dificilmente se adaptam, querem mudar tudo ao seu modo. Estes são os criadores de casos, fazendo a máquina andar em sobressaltos, fazendo a média no prazo.

Cientificamente há um tempo máximo para alguém ocupar um cargo, sem cair na zona da ineficiência. Como o ocupante ineficiente não se adapta logo, as funções exercidas se atrofiam e logo surge a fadiga das suas idéias.

O mesmo critério é válido para os cargos superiores de todos os órgãos do governo, tanto para o executivo, como para o legislativo e também para o poder judiciário. O limite máximo de permanência no cargo deveria ser no máximo 6 anos. O primeiro ano gasta no ajuste e somente os 5 seguintes ressalta a vontade e o estilo do novo ocupante. Se pode comparar a eficiência do novo com a eficiência dos antecessores. Pior ou melhor, os usuários-clientes e do julgamente do seu superior.

A experiência do tempo máximo seria muito salutar se fosse seguido à risca. Haveria uma renovação constante da máquina governamental, renovando o sangue que corre nas veias da burocracia.

Só ficará a Missão Impossível de subtituir o homem certo que está no lugar certo.


Rio de Janeiro, 09 de junho de 2011

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