terça-feira, 28 de junho de 2011

ONDE ESTÃO OS AMIGOS

Plinio Sales

No passar pela vida se vai construindo amizades, armando um forte círculo de proteção. Se não se tem essa habilidade natural, podemos nos associar a clubes sociais, sociedades secretas, ser voluntários em igrejas, ser assíduos em cursos de férias e outros canais onde se faz amizades.

Há inúmeras canções, bem inspiradas, cantadas pelo Roberto Carlos, Milton Nascimento e outros.

A própria Maçonaria, na qual me associo, é um grande ambiente de formação de amigos e cúmplices amigos.

Um mestre judeu, fora do rabinato, disse-me: “Se você não tem amigos, compre um.” O conceito de comprar era generoso, ratificando ninguém vive sem amigos.

Seus primeiros amigos são os seus pais, seus irmãos, avós, tios e outros parentes. Amigos de colégio que, em cada período ou curso, trocam de camisas. Acrescente-se os amigos de trabalho, amigos de rua e até nos transportes se faz amigos.

Ao se fazer um inventário de amigos certos, profundos, sem críticas, solidários no câncer, dificilmente se passa dos dedos da mão. Ser ou não ser amigos, eis uma grande questão.

Agora surgem os amigos das comunidades sociais da Internet. Todo instante recebo mensagens de que alguém pede para confirmar amizades, quer ser seu vizinho, convida para ver um álbum de retratos,ver um vídeo e outras tantas formas de comunicação. De todos que me acessam, querendo ser amigo de pronto eu aceito, sem ver perfil e nem mensagens no mural. Se é pra ser amigo, que venha, pois estou de braços abertos. Conto que será um novo leitor. Os meus estão aí e vão virar livros.

Outra classe especial de amigos, são os amigos de infância. Que sobrou dessa época? Eu, pra essa classe, tenho memória zero. Por essa razão, quando encontro alguém daquela, que só agora se torna meu amigo, logo revelo que se trata do meu mais novo amigo de infância. Foi assim com o Betinho, com o Bruno, com o João e tantos outros. Hoje já tenho uns 100 novos amigos de infância. É preciso ter.

Onde estão os amigos? Estão todos por aí, em todos os lugares, falando diversas línguas. Até mandarim já temos, graças ao Dudu e ao Charles.

Quando estiverem longe, vou pedir a Deise para cantar “Meus Amigos”.


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

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