Plinio Sales
Há uma tendência de centralizar o controle e a tomada de decisões. Isso se observa na familia, na vizinhança, nas comunidades, no congresso e no governo.
Todas as decisões são transferidas “à ordem superior”. Umas por incompetencia, outras pela força da burocracia. Em meu governo, transfiro todas as decisões ao agente de primeiro contato. Ele tem que está preparado para decidir tudo no seu nível. Pela quantidade de decisões transferidas ou recusadas ou não sei, se medirá a sua eficiência e o limite da incopetencia. Dar um 15º salário ao zero de incompetencia ou mais como prêmio a sua eficiência.
Porque a Brasília detem os poderes centralizados. Total desperdício de tempo e de dinheiro, fazer o cidadão se deslocar do extremo sul e ir à Brasília para apresentar ou defender um pleito. Hoje a internet vem ajudando muito, permitindo tirar certidões, acompanhar processos e outras facilidades. O muito seria não ter que fazer nada disso, mas se tem que fazer: o que fazer?
Os ministérios do governo deveriam estar espalhado pelo Brasil inteiro, conforme a vocação da região ou do estado.
O governo central deveria atuar de forma intinerária de 15 em 15 dias despachava em um estado, cobrindo 24 estados diferentes o ano inteiro. Facilitaria a vida do cidadão e aumentaria a rapidez de decisão do governo em benefícil da sociedade.
Por exemplo, ao se centralizar ou monopolizar a corrupção, fatalmente o beneficiário irá se desmoronar em pouco tempo. Isso não é por causa da ética, do interesse público, isso é porque haverá muitos interesses contrariados. Os que ficam de fora do centro, vão derrubar os que estão dentro. Depois que entram, fazem as mesmas mazelas praticadas pelo antecessor. É o efeito enxurrada. É o efeito cacoete da osmose. Se pega por transmissão fisiológica.
É melhor democratizar do que centralizar.
Rio de Janeiro, 02 de junho de 2011
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