sexta-feira, 17 de junho de 2011

A ECONOMIA DOS JORNAIS, A ECONOMIA DOS NOSSOS SONHOS E A ECONOMIA REAL

Plinio Sales

Como todos os fatos que tem três versões: o meu, o seu e o certo. A economia também tem nos jornais onde toca-se o terror, tudo está mal, a taxa de juros está subindo, a inadinplência é crescente, a política chinesa é contra os pobres. Os EEUU estão cada vez mais afundados numa crise e puxando pra baixo os emergentes. Em termos globais os sobreviventes serão zero. O ninguém será o último a apagar a luz!

Em contraponto desejamos o melhor dos mundos, embora Deus se comprometeu a nos dar o que precisamos. Nesse mundo de sonhos, o Jung saberia explicar. É apenas o ponto de vista da utopia. Esse fenômeno é o verdadeiro combustível da economia moderna. Por onde se projeta a plena comunicação, entre os povos, numa língua única. O equilíbrio harmônico da sociedade. Nada de fábrica de armas, nem qualquer forma de fome ou miséria em todos os continentes. As riquesas incoporadas a um Fundo das Riquesas do Mundo, administrado pela ONU, distribuindo cotas igualitárias, todas com direito a voto, valorizadas pela média normal, igualmente distribuida entre todos os cidadãos do Planeta Terra.

Esse é o retrato da economia Junguiana, mas aí vem o Freud e te mostra a Economia Real. Há escasses de produtos: o ambiente está poluído, as estradas estão engarrafadas. São 7 bilhões de pessoas co-habitando a Terra. Armas e drogas fazem uma grande economia subterrânea. A sua renda está sempre, correndo atraz. O cobertor do orçamento é curto e o lençol das despesas é longo. Há escassez até do ar puro que se respira.

A economia do petróleo ainda irá matar a humanidade, se continuar do jeito como está. São tantos adversários de tocaia, que nos impõem um processo de reciclagem constante pra não perder a autodefesa. É a coluna do Freud, contra o blog do Jung.

O desfilar dos três mundos na linha de frente deste grande carnaval, cheio de críticos desajustados.

A economia real vai bem. A economia dos jornais vai mal e a dos nossos sonhos sempre será utópica. Suas metas devem ser políticas públicas. Nós devemos tentar levar a economia real para a utopia.


Rio de Janeiro, 17 de junho de 2011

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