Plinio Sales
Há muito de efeito imitação e ansiedade para especular que, juntos, levam o iniciante desavisado a banca rôta. Há várias classes de investimentos que podem ser avaliados pela quantidade de risco que carregam. Aqui toma-se risco como a maior ou menor possibilidades de perder (risco 10) ou ganhar (risco 0).
Temos investidores conservadores, preocupados em não perder, limitando os seus riscos o mais próximo do zero possível. Existe também os jogadores especulativos, gostam do alto risco, na fronteira dos 10, possuidores de caixa para perder ou dar aquela tacada em grande lance. É o seu dia, guiado por Deus, embora Deus não pratique jogar, pois tudo dele está escrito, até o livre arbitrio da nossa vida.
Se o investidor é profissional, aprendeu nas escolas e nas experiências no decorrer das suas observações, esse pode acertar até em 50% das jogadas. Se ele tem poder financeiro no mercado, suas chances são muito favoráveis: são os grandes fundos com força de mudar a tendência do mercado.
Já os clientes-investidores cobaias de baixa renda, com nervos sensíveis, esses devem evitar os investimentos de risco. Bolsa de valores, commodities, ações emergentes e outros ativos da mesma categoria nem pensar. É melhor gastar seu pobre dinheiro em festejos com a família, pois pelo menos usufruem de lazeres positivos.
Mas o mercado é a soma de todos os comportamentos, fazendo os preços dos ativos flutuarem de acordo com as demandas e as informações internas (inside) das sociedades que representam.
Aqui também se aplicam as lições do sábio chines do “Artes das Guerras”. Se você não conhece o seu ativo, com intimidade, fique na caderneta de poupança ou na renda-fixa dos bons bancos.
Não existe almoço de graça. Certos conselhos de analfabetos torna-se a certidão de óbito dos dois.
Portanto, Babi cuidado com as commodities elas são investimento que vira pé 9 em 10 tentantivas.
Rio de Janeiro, 07 de junho de 2011
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