Plinio Sales
É preciso reprisar sempre que quem manda é o povo. O povo, reunido numa sociedade, é o senhor imperial e delega poderes aos órgãos constitucionalmente constituido. Está na constituição que todo o poder emana do povo, sob a proteção de Deus.
Se observa que muitos funcionários públicos, desde o Presidente da República até o mensageiro, passando pelo ascensorista do Senado, se julgam outorgados de poderes e se apresentam como do Governo, do Judiciário e do Legislativo, se desvinculando do povo, como se o governo, que lhe paga diretamente, fosse o Senhor absoluto.
É preciso sempre enfatizar, em todos os cursos e programas de políticas públicas, que o funcionário público é servidor do povo e que deve respeitá-lo como o grande empregador.
Outra falácia é advogar que esse ou aquele patrimônio público pertence ao executivo ou a outro poder da nação. É do povo e a ele pertence, os órgãos que o ocupam são meros delegados e responsáveis pelo seu bom uso e conservação.
Num governo que prega a igualdade social e a eliminação da pobreza e da miséria, deveria começar a dar a Cesar o que é de Cesar e assim acabaria com a miséria, distribuindo o patrimônio público ao povo.
É fácil. Avalia-se o patrimônio do Brasil, classificando-o em:
· Terra – Solo (riquezas)
· Flora – Florestas, matas e etc.
· Fauna – Animais emGeral
· Mar – Riquezas do Mar
· Ar (espaço aéreo)
O resultado dessa avaliação, realizada por um órgão isento, tipo IPT de São Paulo, CREA do Rio, Jayme Lerner de Paraná e outras tantas existentes no Brasil, exceto a FGV que já monopoliza o Senado.
Suponhamos que essa avaliação, aprovada por um Conselho Superior, fora do Congresso, ratificada por uma Assembléia do Povo, resultasse em 180 trilhões de reais, então cada cidadão brasileiro, residentes e nascido no Brasil, teria direito de receber uma cota patrimonial de hum milhão de reais.
Levaria sua cota a uma bolsa pública, bancada pelas reservas do Tesouro, levantaria o dinheiro necessário para realizar o sonho da casa própria, do seu negócio, do seu plano de previdência e outros projetos que sonhar.
Se avaliar bem, esse valor pode chegar a 10 milhões de reais, pois só pela Floresta Amazônica, tem estrangeiro querendo pagar muito para controlá-la.
Como fazer dinheiro para resgatar todas as cotas, em caso de uma corrida coletiva, suspende-se a conversão instantânea, estabelecendo um ciritério de resgate por idade e posses do detentor do direito, até que a coisa se normalize e se afastem os especuladores predadores, tão nocivo a sociedade como as fábricas de armas.
E desse modo reconheceriamos o pleno direito do povo sobre o patrimônio da União.
Rio de Janeiro, 19 de junho de 2011
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