segunda-feira, 27 de junho de 2011

FILHOS LARGADOS, MATÉRIA PRIMA DO CRIME ORGANIZADO

Plinio Sales

Nesta população de 180 milhões, podemos contar com 1,8 milhões (1,0%) de filhos abandonados por pais imaturos, sem qualquer preparo para manter uma família unida, com amor e paz. É um exército que está crescendo, basta dar uma espiada nas ruas das capitais. Em São Paulo a população de rua vai ultrapassar as de residentes em belos palácios e apartamentos. Imaginem a força de um Movimento do Sem Pais (MSP), com fome e raiva.

Ainda é tempo de pôr o dedinho nesse buraco da grande comporta, para evitar a enxurrada da guerra social. Gasta-se bilhões com segurança privada e pessoal, pra nada. Poderia gastar 50% dessa verba em bons programas sociais, assim aumentaria a segurança em 100%. Do que se proteger: da pobreza, dos sem tetos, dos sem pais e da fome. Essa massa está crescendo e, com isso, a segurançã da sociedade superior está cada vez perdendo a resistência.

Cabe as igrejas, todas sem exceção, o trabalho preliminar de botar o dedo no buraco. As ações sociais da igreja precisam sair do armário do dízimo, demonstrado por sacos carregados de dinheiro, recolhidos em palácios templários caríssimos, aplicando verdadeiros 171 na massa de clientes, sem fé, entregando suas parcas poupanças para a glória dos pastores, que hoje é uma profissão bem remunerada, atuando numa grande rede (network) tipo Avon.

Cada Igreja e são milhares, deveria fundar um núcleo, ou pastoral ou outro nome bonito, para contratar mães substitutas. Sabem inventar o imposto substituto, porque não a mãe substituta. Por exemplo 20 mães por igreja ou templo ou centro, seja o nome que for, até de loja maçônica. Cada mãe dessa seria remunerada com 3 salários mínimos mensais, recursos esses saídos dos dízimos, doações e verbas públicas. Essas mães deveriam ser treinadas para se tornarem mães substitutas com carteirinha e tudo, habilitando-se a todos os benefícios da previdência social, mediante módica contribuição.

Cada mãe teria a meta de criar e educar 2 filhos largados nas ruas ou entregues para esse programa. Extensivamente, instituiriam cursos especiais para formação desses filhos ingressados no sistema. Adotar-se-ia as técnicas da Avon, fazendo seleção e premiação anual em Porto Seguro das mães que melhor se destacassem no seu trabalho de mães substitutas.

Quando poderia custar esse programa? Pouco menos do que 10% dos salários e benefícios dos congressistas e todos os funcionáriso públicos. Menos de 1% do faturamento das fábricas de armas brasileiras ou das importações oficiais.

Esse pouco ou quase nada, teria um efeito multiplicador na segurança social, além de criar empregos sadios ao contratar centenas de milhares de mães substitutas. Seria um novo exército do bem contra o MSP.

“Vale a pena, tudo vale a pena se a alma não é pequena.”

Os filhos terão suas mães e jamais serão largados pelos sinais de trânsito, sem trombar em ninguém.


Rio de Janeiro, 26 de junho de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário