Plinio Sales
São Francisco ensinou que é dando que recebemos e acrescentou quem não nasce pra servir não serve pra viver.
Na convivência com grupos de pessoas é normal existir uma cumplicidade, resolvida na solidariedade em todas as ações, só os mineiros se declaram solidários no cancer, mas todos os meus amigos mineiros são solidários plenos, a exemplo do Gerson Ziviane.
Na vida é negativo esperar recompensa por bem praticado. Tem que ser como o toque nas vestes de Jesus: sai a virtude, sem saber quem tocou.
Esse é o espírito cristão que deve prevalecer, como também em outras religiões, mas existem os oportunistas profissionais. Querem os melhores e todos os benefícios, cobram tudo e são sempre os primeiros da fila. Na hora de colaborar e prestar solidariedade, praticando o princípio da fraternidade, se ausentam sorrateiramente ou então dão as desculpas mais esfarrapadas e inacreditáveis.
Por isso diz a Biblia, temos que separar o joio do trigo. Os iguais são iguais, os desiguais devem ser tratados como desiguais.
O critério de justiça é muito tênue, precisa-se de um treinado discernimento que só o tempo dá.
Por exemplo, a maioria das pessoas guardam egoisticamente objetos inservíveis, até mesmo as empresas que agem como o ânimo dos seus dirigentes. Se não serve, não serve para viver para o dono. Para o próximo pode ser muito importante: o remédio que falta, a roupa esquecida no armário, a boneca que já era e agora é solitária. Advogo a tese que as empresas devem ser solidárias e integradas nas comunidades onde vive. Simplesmente traçar um raio de 1 km para todos os lados, e dentro desse círculo atuar socialmente, sem esperar o ausente poder público. Lançará veias comunicatórias, trocando energias entre os que dão e os que recebem.
Há uma diferença sensível entre solidariedade oportuna e oportunista de plantão. Estes devemos mudar seus procedimentos, convocando-os para serem úteis e servirem à sua família, à sua comunidade e, por fim, o seu país, além de torcer pelo Flamengo.
Rio de Janeiro, 15 de junho de 2011
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