sexta-feira, 24 de junho de 2011

CONSELHOS AO PRESIDENTE, SEM FIM

Plinio Sales

Ser presidente do Brasil é uma tarefa inglória. Deve governar 180 milhões de pessoas, distribuidas por 26 estados federativos.

Pela estrutura organizacional, estabelecida na Constituição brasileira de 1988, as responsabilidades são tantas e variadas. De tão complexa fica difícil de governar. Tanto é que o governo efetivo é distribuido por mais de 30 ministérios, todos concentrados em Brasília. Se cada Ministro pretendesse uma audiência com o Presidente, poderia agendar um por dia. É como governar, falando com os ministros uma vez por mês. Reuniões de trabalho nem pensar, é pouco tempo pra tudo. Além dessa parte executiva, ainda tem que interferir direto na coordenação política. E o povo, onde fica? Ao povo nada, é o que merece, por causa do seu voto desinteressado.

O Presidente não tem tempo para apertar a mão do povo. Nega e nem pode delegar a terceiros essa função de político do povo, e a ele deve explicações.

Napoleão estava certo, é impossível comandar mais de 10 generais eficientemente.

A organização do executivo deveria sofrer uma profunda reformulação. Limitar o número de Ministros a no máximo 10.

Criar, subordinados aos Ministros, as Diretorias Operacionais, também limitadas a 10, no máximo, por ministério. Até aqui já temos uma pirâmide de 100 executivos de alto nível. Some-se a essa estrutura mais 10 gerentes, sob cada Diretoria. A estrutura ficaria em 1.000, comandantes e sub-comandantes. Mais do que isso fica pesada e reduz por demais sua capacidade operacional.

O Presidente eficiente só pode dedicar à máquina administrativa o máximo de 50% do seu tempo normal de trabalho, sendo 30% o ideal. O resto deveria dedicar a Relações Institucionais com o povo. Poderia estar presente em todos os sites de comunidades. Andar nas ruas, sem seguranças, dispensar os barulhentos batedores.

Por que não simplificar a governança. Contrate auxiliares eficientes, onde estiverem, por preços competitivos no mercado.

Privatize o máximo possível, limitado as determinações da Constituição casuística como a brasileira.

A máquina burocrática é pesada, são milhões de servidores públicos, sendo a maioria ineficientes, ganhando péssimos salários.

Privatize tudo que puder privatizar e, ainda, receba bônus por essas concessões.

Esse é um conselho recorrente a outros já registrados.


Rio de Janeiro, 24 de junho de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário