Plinio Sales
No mundo inteiro há uma grande masa de riqueza monetária inerte, paralizada nos cofres dos grandes bancos. A lei que rege o movimento dessa riqueza é a tocaia. Ficam na tocaia para dar o bote em algum desavisado ou num negócio de oportunidade ou numa mera especulação para foder a moeda de um país emergente pelos soros predadores da economia mundial. Fazem fortunas incalculáveis. Pra quê, pra nada!
Se esses latifundiário da riqueza monetária contentassem com o suficiente, entregando a Deus o excedente, cuja utilidade marginal é zero, Deus iria satisfazer a equação do suficiente pra todos. Mesmo assim esses latimonetários continuariam a acumular riquezas, pois está no instinto.
Imaginem levar essa proposta ao âmbito da ONU e aprová-la para vigorar em todos os países da terra. Seria trilhões de dólares para reativar a economia mundial, procurando diminuir as desigualdades.
O mesmo critério poderia ser aplicado no patrimônio público mundial. Por exclusão, o patrimônio que não pertence ao privado, obtido sem fraude ou crime, pertence ao público. E muitas vezes é maior do que o PIB do país. Os aventureiros, os piratas, os grilheiros, os sem terra, se apropriam desonestamente do patrimônio público. Sem falar do patrimônio do mar, do espaço e da fauna e da flora. Somando-se tudo, para achar um valor de mercado, podemos estimar em aproximadamente 7 bilhões de vezes 1.000.000,00 dólares, é só fazer a conta. Esse patrimônio poderia ser transformado em títulos representativos e divididos igualmente a todos os habitantes da terra, seria uma fórmula- Suplicy para acabar com a miséria mundial.
Desse modo ficaria provado o programa da suficiência de Deus.
Rio de Janeiro, 30 de maio de 2011
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