Plinio Sales
Os mestres em cerimônias sempre se preocupam em arrumar os lugares, seguindo uma certa regra, colocando os mais importantes na visão frontal e arrumando os demais em posições degradativamente por importância do personagem. É uma ciência que precisa ser observada, procurando não provocar gafes censuráveis e podem até derrubar do cargo o responsável. No Itamarati há cursos e treinamento para os técnicos em cerimoniais.
Está na história dos cerimoniais, o relato de que nas reuniões de aristocratas na idade média, utilizavam as mesas redondas, como forma de não por nenhum membro em posição superior a dos outros. Era a igualdade democrática dos “Cavaleiros da Tavola Redonda”, chefiados pelo insigne Rei Arthur.
Nos jogos de poquer, geralmente as mesas são redondas para melhor conforto dos jogadores e impedir que um veja o jogo do outro. Nesse caso a mesa redonda tem outro papel.
Em reuniões de executivos de grandes empresas, não há predominancia de um formato de mesa, prevalecendo a retangular, que não tão confortável, mas concorre com as mesas redondas, com as suas inúmeras vantagens.
Os modernos designers, formado em cursos superiores, inventam mesas que só faltam falar. Temos mesas inteligentes que fazer grande parte dos serviços de uma secretária, oferecendo papéis, arquivos, acesso a documentos e ajustando a altura e posição das cadeiras, conforme necessidades ergonométricas dos participantes das reuniões. Essas modernas mesas, tem centrais telefônicas possibilitando oos famosos “conference call”.
Todos os ajustes e movimentos, comandados por botões eletrônicos.
Com essas modernidades, as mesas redondas caretas já não atendem os cavalheiros, tornaram-se gabinetes e formidável instrumento de trabalho.
Penso que amanhã haverá mesas conversíveis em camas, com computador e internets.
É a revolução das camas.
Rio de Janeiro, 27 de maio de 2011