segunda-feira, 30 de maio de 2011

LUGAR NA MESA REDONDA

Plinio Sales

Os mestres em cerimônias sempre se preocupam em arrumar os lugares, seguindo uma certa regra, colocando os mais importantes na visão frontal e arrumando os demais em posições degradativamente por importância do personagem. É uma ciência que precisa ser observada, procurando não provocar gafes censuráveis e podem até derrubar do cargo o responsável. No Itamarati há cursos e treinamento para os técnicos em cerimoniais.

Está na história dos cerimoniais, o relato de que nas reuniões de aristocratas na idade média, utilizavam as mesas redondas, como forma de não por nenhum membro em posição superior a dos outros. Era a igualdade democrática dos “Cavaleiros da Tavola Redonda”, chefiados pelo insigne Rei Arthur.

Nos jogos de poquer, geralmente as mesas são redondas para melhor conforto dos jogadores e impedir que um veja o jogo do outro. Nesse caso a mesa redonda tem outro papel.

Em reuniões de executivos de grandes empresas, não há predominancia de um formato de mesa, prevalecendo a retangular, que não tão confortável, mas concorre com as mesas redondas, com as suas inúmeras vantagens.

Os modernos designers, formado em cursos superiores, inventam mesas que só faltam falar. Temos mesas inteligentes que fazer grande parte dos serviços de uma secretária, oferecendo papéis, arquivos, acesso a documentos e ajustando a altura e posição das cadeiras, conforme necessidades ergonométricas dos participantes das reuniões. Essas modernas mesas, tem centrais telefônicas possibilitando oos famosos “conference call”.

Todos os ajustes e movimentos, comandados por botões eletrônicos.

Com essas modernidades, as mesas redondas caretas já não atendem os cavalheiros, tornaram-se gabinetes e formidável instrumento de trabalho.

Penso que amanhã haverá mesas conversíveis em camas, com computador e internets.

É a revolução das camas.


Rio de Janeiro, 27 de maio de 2011

COMO MELHORAR O MUNDO

Plinio Sales

O mundo tem o seu modo de ser. Há riquezas e concorrência entre países. O consumo do combustível fóssil prejudicando o meio ambiente. Há fome e doenças atacando uma boa parte da população mundial, pelo menos 40% sofrem na faixa da insubsistência, embora Deus só conceda o suficiente.

Esse quadro mundial tem muitas matizes, como visionava o Marthin Luther King nos seus sonhos de esperança: “eu ontem tive um sonho...”

Nesse mundão visto do alto de uma colina da Lua, fica difícil saber o que podemos, uma única pessoa, fazer para melhorar o mundo. É como a estória do banbu chinês, isoladamente nada.

O grupo mundial é muito intenso e imensso para sofrer uma pequena picada das nossas ações e até orações. Só será possível se todos nós nos unirmos. A primeira medida, é criar um “soft” que permita a comunicação entre os 8 bilhões de habitantes numa mesma lingua, que pode ser o enterrado Esperanto.

A segunda medida é eliminar o desperdício mundial, transferindo-o para diversas bolas, estratégicamente espalhadas pelo mundo. A colheita dessas bolsas seriam distribuidas aos pobres de todo o mundo.

A terceira, um pouco mais ousada, é promulgar uma Lei Universal, pela qual metade da população ativa, com idade superior a 17 anos, seria obrigatóriamente professores, ingressando em estabelecimentos de ensino que os preparassem para o magistério. Essa metade preparada capacitaria a outra metade, ensinando-a o básico de cultura e conhecimentos.

Com essas 3 medidas, em uma geração, teríamos um novo povo, andando de automóvel poluente.

Podemos usar os nossos conhecimentos, a visão de um mundo futuro melhor, mas é só isso que podemos fazer para melhorar o mundo.

Para produzir uma revolução, seria necessária uma nova invasão de seres extraterrestres de cultura mais avançadas que, sob pressão ditatorial, mude substancialmente as práticas usuais, reformando tudo, desde a indumentária, os hábitos alimentares, o modo de respirar, reformando tudo.

Será bom? Resolverá as misérias de todos?

Será uma boa tentativa, mas para Deus tudo é possível.


Rio de Janeiro, 26 de maio de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SEMPRE DEIXAR PORTAS ABERTAS

Plinio Sales

Lembro do meu sábio avô ensinando que nunca devemos fechar portas, estejam elas onde estiver. Algo parecido com o conselho da vovó ao recomendar: não cuspa no prato onde comeu!

Em épocas passadas, no transito do Regime-Militar, por ser diretor do Diretório Acadêmico da Universidade, fui chamado para explicar a existência de livros russos de economia na biblioteca do Diretório. Enquanto nada se esclarecia, fiquei preso a semana incomunicável. Até aí nada de mais, não havia tortura, apenas privação de liberdade. Logo que um Tenente mais esclarecido me reconheceu fui solto imediatamente com pedidos de desculpas. Foi pior na inquisição. Lá queimaram os livros e, junto, literatos foram servir de combustível para acelerar o fogo. As consequencias é que foram brabas. Pelo fato de ficar incomunicável, guardado em celas fechadas com pouca luz, aquiri o trauma de portas fechadas. Chego a ter pánico se me vejo em ambientes fechados.

Onde chego, abro portas e janelas, enquanto outros tem o vício de manter sempre fechadas, com inúmeras desculpas esfarrapatas: para não entrar o vento, nem o frio; a poeira também ou a claridade.

Mas não foi isso o sentido do conselho do vovô. Ele quis dizer que no decorrer da sua vida, evite ações que possam fechar portas para você voltar no futuro. Por exemplo, voltar para o emprego do qual saiu amistosamente; reconquistar a namorada que deixou saudades; voltar a velha boemia como a canção do Nelson Gonçalves: “O Boêmio voltou. Saiu daqui tão contente e agora quer voltar”. Se a porta estivesse fechada, seria negado o seu direito de voltar.

Esse conselho é sábio, como a maioria são boas regras de comportamento, inclusive “não cuspa no prato em que comeu”.

Apesar de se dizer que se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia”.

Vale ser libertado e sempre deixar as portas abertas, porque nelas não há trancas, é o templo de Jesus.


Rio de Janeiro, 25 de maio de 2011

A ARTE DE BURLAR A DÚVIDA

Plinio Sales

Tantas e tantas vezes no deparamos com uma dúvida, sem saber sobre o que fazer nessa ou naquela situação.

Que gravata usar com este terno ou que camisa usar neste encontro. Levo flores ou não, o que vão dizer do meu trabalho, em que peito vou mamar hoje, deixo a luz acesa ou apago, caminho devagar, mas posso correr.

O primeiro passo do dia já nos leva à dúvida. Começo com o pé direito. Se for o contrário, o meu dia será negativo. E assim o dia vai caminhando, sobre pegadas firmes de dúvidas.

O outro lado do espelho é sempre ter certeza do que faz, praticando as famosas decisões de risco. Em geral são os líderes natos que nunca titubeiam em tomar o sim ou não, mas nunca o talvez. Tem uma boa margem de acertos e esquecem os eventuais erros. Em média acertam 80% e erram no resto. É impossível acertar 100%, no jogo essa performance não se repete, sofre perdas amargas, principalmente no poquer.

No amor ainda não está provado, pois blefam muito e ficamos sem saber qual o escore dos acertos. Sei de casos que em 10 tentativas de abordagem levam 9 tapas, mas a que dá certo compensa todas as dores cristãs.

Pode-se afirmar que embora Deua não jogue dados, a experiência da vida é uma eterna loteria. A felicidade não está em acertar mais ou menos ou em errar menos. A felicidade está em tentar acertar, sem se importar com o resultado que vai dar. É como esperar o resultado do jogo do bicho.

O exemplo de casar pela segunda vez é a vitória da esperança sobre a experiência. Espera-se acertar com o novo amor até que a dúvida os separe.

Esse jogo da vida está presente quando, entre milhões de espermatozóides, você está na sua vez. Eufórico parte para a certeza de virar gente, suportando a primeira porrada do médico. Em seguida por vários anos, passa por aqui, atravessa ali, reclama da mãe, chora com ela ao colar grau, até a certeza da morte azul. Depois da morte azul, começa a ser a energia amarela, sem ter dúvidas de que toda esperança é verde. São as cores da sua pátria varonil: verde, amarelo, azul e branco.

Os dados da esperança joga muita sorte para burlar as dúvidas.

100% de certeza, só se a dúvida for zero. É o mesmo que somar 2 e 2 e dá 5.


Rio de Janeiro, 24 de maio de 2011

O GOVERNO DOS 7 ERROS

Plinio Sales

Se a Lei Eleitoral permitir, proponho que a oposição lance na televisão o programa, chamado de “O Governo dos 7 Erros”.

Seria construido em episódios semanais, apresentados por avatares, representando personagens dos governos, com o formato do jogo dos 7 erros.

Nos episódios semanais, seriam retratadas situações ocorridas no governo, representado por atores-avatar, pontuando os 7 erros existentes nos diálogos e representação dos atores.

O público-telespectador seria convocado, por um método de interação, a apontar os erros existentes e sendo premiado pelo número de acertos até o máximo de 7 em cada episódio.

Essa série televisiva poderia substituir qualquer programa humoristico em apresentação na Globo. A produção poderia ser feita pelo Bruno Mazzeo com apoio do pessoal do Casseta.

Seria interessante ver o Sarney, ambientado em 2050, presidindo o Congresso. Alguns apartes do Jair Bolsonaro ao Deputado Clodovil, a respeito de moda masculina.

Outros diálogos impossíveis poderiam ser encenados, como a dupla invencível Lula e FHC em ritmo de aventura.

E outras tantas situações comicas, utilizando os fatos políticos, que seriam adaptados ao programa “O Governo dos 7 erros”.

Caso a tv aberta não pudesse transmitir, temos os recursos da internet, das mídias sociais e outras mídias.

Esse formato de programa teria grande apoio e apelo popular.

Vamos testar o “Governo dos 7 erros.” Cada erro um “flash”.


Rio de Janeiro, 24 de maio de 2011

A BAIXARIA DOS IRRACIONAIS

Plinio Sales

O coração tem razões que a própria razão desconhece. Essa é uma frase de efeito que culpa o coração pelos desmantos da mente. No estado normal, isento de combustível, a pessoa tem o comportamento dentro de certos padrões, agindo com bom senso e racionalidade.

Faz aquilo que se espera que faça, como todo mundo faz. São os racionais: usa a razão.

Agora, se foge do estado normal, motivado por preconceitos, postulados religioos, interesses imediatos ou combustível alcoólico, tornam-se capazes de mentir, fraudar, cometer adultério, fazer coisas que a gente espera que não façam.

Um dos exemplos mais comuns é maltratar animais, botar crianças de castigo por qualquer pirraça, desrespeitar por vício os mais velhos, ser consumidor de drogas, cigarros e alcool sem controle. Tornam-se irracionais, os sem razão.

Ambos os modos de comportamentos: os racionais e os irracionais, defendem os seus atos com a ênfase da legítima defesa. O que confirma a tese do Caetano Veloso de “ninguém visto de perto é normal.”

Posso citar dois exemplos próximos, produto simples da bebida. O controle das mentes humanas, pode ser comparado, com o controle do som do rádio pelo dial. Roda um pouco pra direita se quisermos som mais alto, ou pra esqueda se quisermos baixar.

No caso da mente do bebedor contumaz, ainda não alcoólatra, o dial é o número de doses ou cervejas que bebe. Até certo nível dá pra conversar, com bom senso, solto e com certo controle, diz coisa com coisa. Ao passar de certo ponto, ai é que a porca torce o rabo. Torna-se outra personalidade, vira o Imperador ou a Rainha de Sabá, dando ênfase a todas as suas neuras reprimidas. Passam a discutir com cachorros, até com violência, exigindo comportamento humano, duelam como se, ambos, fossem irracionais. Se o cachorro é pequeno, só pode rosnar e levar porrada. Se for a Hanna, os argumentos serão outros porque a falta de razão também tem sua dose de covardia.

Ha outras pessoas que apenas assume nova personalidade, depois das 15 horas, com 4 cervejas na cabeça. Vira Vasco, passa ser a chefe cheia de razão, também discute com cachorro, mas aflora os sentimentos maternais exagerados. Tornam-se também irracionais.

Com os racionais, podemos dialogar usando os princípios da lógica. Com os irracionais, prepare-se para as agressões verbais e até chegar as vias de fato.

Como agir diante desses casos. Com os racionais é fácil, basta ouvir e responder com bom senso. São mansos e respeitosos.

Com os irracionais é melhor deixa-los a falar sozinhos, ora pois, pois...

Fica assim, cada um no seu quadrado, evitando trafegar pela baixaria dos irracionais.


Rio de Janeiro, 23 de maio de 2011

A LIBERDADE DO ASSÉDIO SEXUAL

Plinio Sales

Dizer que a pratica do assédio sexual é um desvio de caráter é uma falacia. A natureza determina a relação normal do ato sexual entre o macho e a femea. Varia em genero, número e grau, entre as várias espécies, a exemplo dos coelhos, do leão, dos elefantes e a prática cuidadosa dos porcos-espinhos.

Ja li certa vez um pequeno Kama-Sutra dos animais. É muito mais rico e divertido que o mesmo livro dos humanos.

Nessas práticas sai-se bem macaquinhos, a hiena ri à toa, sem razão, só faz sexo uma vez por ano.

Se analizarmos os procedimentos social-sexo do homem e das mulheres, chegamos a conclusão de que é mais recatado. A mulher menstrua uma vez por mês, apresentando-se fértil e procria de 9 em 9 meses. O homem pode transar todos os dias e, as vezes, diversas vezes por dia. Tem outros que se programam uma vez por semana, uma vez por mês ou por ano, dependendo do fator libido. Porém, nada de anormal e discretamente feito, sem “swing” ou “suruba”, passa bem pelos critérios da censura social.

Há as distorções observadas no meio da formação de padres na carreira eclesiastica, que são proibidos ao sexo, embora a natureza, criada por Deus determine essa necessidade, e assim provoca os escandalos de pedofilia. Também entre os mulçumanos, que só permite o sexo entre o homem e a mulher, depois do casamento, gera exarcebado grau de homossexualismo, principalmente entre jovens adolescentes. A natureza não aceita desaforos, resultará em distorções.

Os exemplos das práticas transversas de Presidentes, Senadores, Diretor do FMI, divulgadas com certo escandalo pela mídia, deveriam ser solucionados num processo de lava roupa suja em casa.

Nos manuais de RH das empresas deveria constar o capítulo “lazer do sexo”. O lazer do sexo seria um departamento, dentro da própria empresa ou organização pública, constituido de homens e mulheres qualificados como “personal-sex”, pronto a atender a domicílio as demandas extemporâneas de sexo. Desse modo a Deusa, sentindo-se angustiada por falta de sexo, solicitaria um sex-delivery, escolhido em algum cardápio, como se fosse uma pizza. O sexo e a alimentação são necessidades naturais humanas do mesmo valor. A prática do sexo oral, nos exércitos, no pessoal de vigilância do tráfico, é considerada uma terapia relaxante e redutora de violências. Sei de mulheres que se masturbam no interior do taxi, em cima de fantasias imaginadas com o motorista.

Nos conventos, nos escritórios, nos Palácios de Governo, a implantação do setor “lazer do sexo”, que poderia ser patrocinado pelo Plano de Saúde, como forma preventiva de doenças, seria uma forma moderna de enfrentar o problema, aplicando normas de segurança sanitária.

Com essa prática os traumas resultantes do “assédio sexual”, seriam reduzidos a zero.

O sexo só pode ser reprimido quando for uma doença, um vicio, como o alcool ou a droga.

É preciso advogar a liberdade do ato sexual, evitando o assédio sexual.


Rio de Janeiro, 23 de maio de 2011

A ONDA DOS PENSAMENTOS DOS ANIMAIS

Plinio Sales

Em recente artigo abordei o tema do conjunto universal dos pensamentos humanos que vivem na terra, até porque não podemos esperar seres humanos fora da terra.

Falamos da onda vida e dinâmica, formada por esse conjunto que comanda e dirige os caminhos das civilizações através do tempo e espaço.

Mas o assunto não se esgota só na legião dos humanos. Temos também os animais, ditos irracionais, para distinguir dos que raciocinam. Entretanto está cada vez mais provado que os animais também raciocinam, pensam e se comportam movidos por suas razões. É muito comum ouvirmos dizer o meu cachorro é muito inteligente, o meu gatinho é tão carinhoso, e outras habilidades observadas nos animais. Sob a ótica dos animais, os humanos são uns chatos e, as vezes, inimigos, pois os matam por comida, por divertimento ou esportes. E até covardemente para servirem de cobaias. Algum ficcionista já deve ter pensado numa rebelião dos animais contra os humanos, exigindo os direitos universais dos animais. Pode-se dizer que eles são mais civilizados do que os humanos. São gregários, possuem famílias, mantém sistemas de segurança próprios, conseguem enxergar de noite, respiram dentro d’água, sabem voar, se organizam em filas, sabem cantar e procuram seus alimentos no equilíbrio da natureza. Em certa ocasião, não muito remota, surgiu um grande movimento na Amazônia para impedir a caça dos jacarés. Pode parecer uma benesse humana, mas o especialista em Amazônia, Dr. Gilberto Mestrinho, ensinou que esse movimento iria fracassar e explicou. Na comunidade dos jacarés que vivem na Amazonia, funciona o princípio do equilíbrio da natureza, funcionando o movimento da cadeia alimetícia na medica em que os jacarés se proliferassem alterando o equilíbrio imposto pela natureza, com o tempo haveria uma explosão de jacarés que famintos invadiriam as cidades para se alimentar de humanos. Isto nos ensina que os pensamentos, diferente dos nossos, não quer dizer que não estão escritos no livro da natureza, cujos registros foram gravados pelos ditados da quele que nos dá o suficiente: o Grande Arquiteto do Universo.

Abordamos a onda dos pensamentos humanos, falando da sua grandiosidade maior que os espaços dos 7 bilhões de universos. Agora, falamos da onda dos pensamentos dos animais, e ainda falta falar das ondas dos vegetais, dos minerais, dos micro-invisíveis e de outros tantos. E só estamos falando de pensamentos dos vivos, abrangendo árvores que vivem mais de 2.000 anos, acompanhando as ordens da natureza nas estações climáticas do ano.

Faltou dizer dos pensamentos dos fenômenos da natureza, reagindo as agressões anti-ambientais.

Se passarmos do território dos vivos, entrando na onda dos pensamentos dos energéticos, ou seja, dos que se transformam em energia, ai teremos algo que só a nossa mente divina pode conceber e dimensionar. É a famosa onda na qual somos as nanopartículas, sem capacidade de mover uma única partícula.

Faz parte importante a onda dos pensamentos dos animais. Como o do Twister que escolher, os cantos que prefere para descançar, apesar dos protestos da D. Iolanda e da idiossincrasia da Rosangela a poderosa ao bater o pé, pra dizer quem que manda.

É preciso pesquisar mais cuidadosamente esse tema, pois preciso conversar com a minha centenária amendoeira, que me dá sombra, folhas e frutos, durante séculos. Os vegetais também tem pensamentos que os outros vegetais sabem ler e interpretar.

Mas aqui, fiquemos com os pensamentos dos animais.

Essa onda é animal!


Rio de Janeiro, 23 de maio de 2011

O AMOR PERPÉTUO

SERÁ?

Plinio Sales

É um pouco difícil dizer ou definir o que é o amor. Ele tem muitas variantes, como o amor cristão, o amor filial, o amor clubistico, o amor às artes, o amor aos animais, o amor ao nada. Cada um tem os amores que deseja e merece. O valor e o prazer do sentimento do amor varia de intensidade. Pode ser absoluto, obssessivo, torturante e capaz de matar ou morrer. Existe o amor suve e respeitoso, como o de um casal, vivendo juntos a mais de 70 anos. São intensidade de 10 a 100. Não há intensidade zero = falta de amor.

Os experientes em amor, nada científico, declama os 7 mandamentos do amor perpétuo em qualquer relação. São os seguintes:

1. Respeito mútuo

2. Fidelidade

3. Carinho

4. Diálogo

5. Projeto comum

6. Tesão de um pelo outro

7. Dormir em quarto separado

Esses mandamentos fazem parte do moderno manual de neurolinguistica. Os mandamentos são autoevidentes, todos cimentam e perpetuam uma relação e se transformam no conceito de amor. Sempre que estes mandamentos estiverem juntos, teremos uma relação de amor perpétuo.

Se o respeito mútuo estiver fora, nos casos de brigas permanentes de casais, é certo que o amor pula fora. E também se pode falar da fidelidade, ninguém aguenta a rabugência de um corno ou de uma mulher traída. Aqui se exclue a relação homofóbica, recentemente aprovada por lei.

O tratamento carinhoso vale para os dois lados. A preocupação permanente de um com o outro, sedimenta a relação por muitos. Dar uma flor inesperadamente. Enviar uma cueca nova com perfume da Natura, ou um novo creme de barbear. São formas de ser carinhoso. É muito válido e, sempre, deu certo.

Ah! A prática do diálogo constante tem muito valor. Não só aquele praticado na hora da novela. Trocar idéias e opniões. Lembrar cenas agradáveis do passado. Rever fotografias. Falar das vitórias dos filhos e peripécias dos netos. Somatiza os desejos escondidos e os aflora.

Os projetos comuns liga as pessoas em suas relações, mesmo que seja criar os filhos. Há os projetos de viagens, excursões, fazer decorações de ambientes, pesquisas de quaisquer espécie, e até de dar bom dia ao sol, todos os dias ao acordar. São muitos os possíveis projetos comuns.

Tesão, nem se fala, pode até não ser de sexo. Tem muitas formas de tesão. Gastar adrenalina juntos, andando ou correndo. Visitar museus e exposições. Subir o Vidigal à pé. O Kama-Sutra informa muitas formas de tesão que podem ser adaptadas para o teatro da vida.

E, por último, dormir em quarto separado. Tem as virtudes de preservar a intimidade e praticar o isolamento consentido. É bom para os dois e projetam o amor até o fim, proposto pelos Padres no ato do casamento.

Então, o amor perpétuo pode existir, sempre que praticarmos os 7 mandamentos aprovados pela neurolinguistica.


Rio de Janeiro, 23 de maio de 2011

SER ATIVO, REATIVO OU PROATIVO, EIS A GRANDE QUESTÃO

Plinio Sales

O fator invisível do corpo humano, falando de gente por enquanto, chamamos de alma ou espírito como quiserem. É comum dizer que o corpo já era, mas a alma esta presente e pode incorporar em outro corpo, coisa em que não acredito, pois duas almas não podem ocupar o mesmo espaço.

Podemos girar os botões que fazem a alma atuar, tem três posições: ativo, reativo e proativo. O primeiro botão e o usado mais normalmente. É o que move a massa trabalhadora, votante e torcedora do Corinthians, do Flamengo e de outros times menores. Em geral não sabem em quem votaram nas últimas eleições. Não são nem contra, nem a favor, mas muita ao contrário. Constitui o grupo composto por 66,666% da população.

O segundo time dos reativos se movem por reflexos, são induzidos pela opnião dos outros. Votam na Dilma e no pessoal do PT e disputam a sexta básica. Seus sonhos são pequenos, jamais desejariam ser Presidente da República do seu país. Nada de assumir posições avançadas, siquer pretendem ser líderes. São também massas de manobra de lideranças sectarias. Participam de marchas sem saber por que.

Os proativos formam a sociedade líder, podem ser professores, cientistas ou políticos. Sempre apresenta opniões sobre qualquer assunto. É sempre o primeiro a levantar o dedo e pedir a palavra. Falam de qualquer coisa, mesmo que não tenham o menor conhecimento da causa do que esta falando. São do tipo que se os fatos não concordarem com eles, pior para os fatos: veja o Casali, nunca deixa de dar a primeira opnião, mesmo que no final acabe concordando com a maioria. São os cricris do Parlamento. Interferem em tudo, pedem apartes a toda hora e, as vezes, só para parabenizar os oradores de plantão.

Numa avaliação final de cada grupo, em qual gostariamos de estar. Aí vem o fator alma. A alma de uns os tornam ativos, a de outros só reativos, e a alma-combustível, inconformada, empurra os ativos e, as vezes, até à morte.

Mas quem faz o mundo girar a longo prazo são os ativos, são os PMDBs da política. Quando menos se espera é o Vice-Presidente, pronto pra sentar na cadeira número um, nos momentos de vacância. E que são muitos por causa da internacionalização da política.

A vantagem de avaliar pelo lado do fator alma é que ela não tem cor. As almas são incolor, inodora e insípida.

Ser ou não ser ativo, reativo ou proativo é a grande questão.


Rio de Janeiro, 23 de maio de 2011

SER OU PARECER, O QUE FAZER

Plinio Sales

Em frente a definições, como fazer se ser e parecer são bem diferentes. A mulher de Cezar não precisava ser honesta, mas precisava parecer, como conta a bíblia.

Caetano Veloso sabiamente diz que de perto ninguém é normal. É a pura verdade. Como a gente muda de avaliação, quando a gente conhece a pessoa na sua intimidade.

Alerto aos meus amigos pra ter cuidado, ao achar lindas e cheirosas mulheres que desfilam pelas ruas na hora do almoço. Pra saber como são verdadeiramente basta casar com elas e ir morar na mesma casa e no mesmo quarto. Sofrerá a maior decepção da vida, principalmente quando acordar na manhã, com o primeiro bocejo.

A nossa acuidade normal nos dá capacidade para perceber muitas nuances, mas nunca verá tudo. Ao passar por uma floresta, não se percebe as árvores. O amante não nota as rugas que surgem aos poucos no rosto da amada, pois envelhece junto, mas o tempo é implacável no espelho. No nosso pensamento somos jovens, alegres e cheio de planos, mas quando a mulher diz que só está conosco pelo dinheiro, aí a coisa pega!

É muito comum parecer uma coisa e ser outra, até porque as coisas são aquilo que achamos que são. Varia de pessoa pra pessoa.

Ouço observações sobre a maravilha do mar que vejo todos os dias, e nem noto como ele é. Só sei que me chama pelo marulhar das ondas.

Há poucos dias, em reunião de negócios, a minha filha Daniela, chamou a minha atenção, para um dos participantes, dizendo-me que “aquela coca-cola era uma fanta!” Fiquei parado, sem entender a comparação, logo a Renata acrescentou: “aquele pit-bull é uma Lassie!” As comparações ficaram mais complicadas com os pareceres, ao meu ponto de vista. Depois me explicaram que o rapaz era um gay trejeitoso, com a lingua presa.

Entre ser ou parecer por ser uma questão de opnião de uns, e de estado de espírito de outros.

Ser ou parecer, como fazer.


Rio de Janeiro, 23 de maio de 2011

O UNIVERSO DOS PENSAMENTOS É MAIOR QUE O MUNDO

Plinio Sales

Os 7 bilhões de universos com as suas 7 bilhões de galaxias, que por sua vez, cada uma, possue 7 bilhões de estrelas, não representam siquer uma parcela dos universos paralelos e transversais dos pensamentos da espécie humana.

Vamos calcular quantos pensamentos por segundo as cabeças de 7 bilhões de pessoas produzem. Parte ficam retidas nas cabeças (penso que 83%) e a outra parte vai ao espaço para juntar-se num grande grupo milhões de vezes maior do que a população que os provocou. Se os pensamentos de todos tivessem massa e volume, não caberiam nos 7 bilhões de universos, criados por Deus. Se conclui que o universo dos pensamentos da espécie humana é maior do que os espaços físicos universais.

É o sofisma da composição: a soma das partes é maior que o todo. Existem outros fenômenos que os cérebros praticam na produção dos pensamentos. Por exemplo, os pensamentos possuem velocidade maior do que a velocidade da luz 299.792 km/s. Os pensamentos podem penetrar nos DNAs, bisbilhotar no fundo das nanopartículas, podem trair os amanhtes (só no pensamento). Então os pensamentos são poderosos.

Um grande sub-conjunto dos pensamentos são as idéias que, por sua vez, se divide em ficção e realidade. No setor da realidade, temos os inventos: a internet, a TV, os satélites artificiais, a bomba atômica e outros inúmeros que une e movimenta a humanidade.

Essa nuvem de pensamentos, ficção ou realidade, formam o Big Band Leader (BBL) que comanda as civilizações e suas mutações.

Agora, se somarmos a essa nuvem os universos dos pensamentos dos animais, dos vegetais e dos minerais, veremos o que está diante de nós e então avaliar a capacidade superior dos nossos pensamentos.

Penso logo existo!

Dá pra entender por Deus está nos detalhes. É só pensar nisso um pouco, apenas um pouco.


Rio de Janeiro, 20 de maio de 2011

A FILOSOFIA DO NADA

Plinio Sales

Se partíssemos do conjunto zero para definir o nada, seria muito pouco. O nada é um grande fato de virarmos o avesso do tudo, do pleno (full), do completo, do ser, nem com o microbinóculo encontrariamos o nada até por definição do que o nada é nada.

Todos os agentes, humanos ou não, estão no movimento de fazer alguma coisa. Desde o primário comer, beber, produzir resíduos, olhar o mar como Caimmy, pôr uma rede, sirver a água do cocô e outras mínimas. O nada é quase impossível. Há faquires e pensadores indianos especialistas em ficar imóveis durante dias, meses e anos, mesmo sem se alimentar, mas tem quer respirar e expirar, numa permanente diástole. Por mais inerte que sejam microorganismos aéreos penetram pelas narinas, pelos ouvidos e pela boca para alimentar o organismo que se movimenta, com o baticum do coração.

O Fernando Pessoa disse que há muita filosofia em não se fazer nada, mas como estar ou passar no nada. Se o nada não existe, por definição, como trabalhr o que não existe. Mesmo que a Renata, o Pedro Paiva, o Sr. Antonio (Tuninho), queiram e treinam em não fazer nada. O “alguma coisa”, o biscate, o processo arrastam as suas vontades para olhar ou fazer um serviço.

Tentem, por alguns minutos, em não fazer nada. Parar de pensar. Não afastar os problemas. Esquecer Deus. Enfim, ser um conjunto vazio, por fora e por dentro. É impossível. O nada não existe. Está em todos os lugares, é como a anti-matéria. O nada é o anti-tudo. O nada tem energia e se transforma em alma e no espírito.

Manda dizer: nesta sessão estou recebendo o “nada”.

Pede me para não fazer nada, deixar o meu inimigo em paz: esta é uma ação de não fazer nada.

Há o universo do nada, que os cientistas chamam de buraco negro, onde tudo desaparece. É outra falácia, porque nada (outra vez o nada) desaparece, se transforma, como diz Lavoissier. Ser negro, pode-se dizer apenas que falta a luz branca ou mista como se conhece. Mas as corujas e outros animais conseguem ver a luz negra.

Vamos reformar os conceitos de que o nada é nada, que o buraco negro é comedor de criancinhas, que só tem luz branca e outras anti-lógicas. É preciso mudar as bases Aristotélicas dos pensamentos. Vamos pensar num mundo sem lógicas, no mundo dos “quasares”, dos “quantas” ou nos transportar para o microuniverso, onde somos menores que as bactérias.

Imaginem Deus, olhando pra nós por um potente microscópio, e exclamar: “Pra onde vão essas criaturinhas, neste nada-tempo ou neste nada-espaço.”

A filosofia do nada é apenas uma falácia. É melhor deixar pra lá e dizer: “O nada não existe e loura não paga.”


Rio de Janeiro, 20 de maio de 2011

AS CONTAS TORTURANTES NO CALCANHAR

Plinio Sales

Tem coisas inexoráveis, impossíveis de evitar. As principais são nascer e, passado algum tempo (hoje em média 83 anos), morrer. O melhor é se surpreender quando ela, com a sua foice chega e nem pergunta: Está pronto? E te leva. As vezes suave e às vezes abruptamente. Muitas vezes por erro de construção, nos casos prematuros, sem acidente.

Existem outras coisas inexoráveis. Por exemplo pagar impostos: todos pagam.

A maioria não vê quanto perde de imposto (qualquer tipo) ao comprar um alfinete, a cesta básica ou um avião. Esse paga do nascer ao morrer. Chama-se obrigação do passageiro, esse belo tipo faceiro que está ao seu lado.

E se vão listando outras tantas obrigações.

A mais torturante que está nos nossos calcanhares são as contas implacáveis: aquelas que se você não pagar cortam unilateralmente os serviços essenciais. Luz, gás, água, telefone, internet e outros. Quando se trata de serviços públicos concedidos pelo estado, considero esse ato de lesapátria inconstitucional.

As contas atrasadas dos serviços fundamentais, previsto na constituição, deveriam ser debitados contra as autoridades impostoras e compensados contra impostos coletivos. É fora de questão deixar cidadão sem luz, sem telefone ou internet, porque momentâneamente faltou recursos para pagar. No mínimo deveria consultar o histórico de pagamentos do cidadão consumidor, quanto a sua relação de pagamentos. Se o serviço está sendo fornecido é porque ele é bom pagador. E se o serviço é obrigação do estado, quem tem que comparecer no caixa do cobrador é esse grande Leviatã.

Essas contas não podem ser iguais ao “band-aid” da Ellis Regina no calcanhar.

É uma vergonha! Como diria o Boris Casoy, parodiando madame Bovary.


Rio de Janeiro, 19 de maio de 2011

CONSULTOR SEM PEDIGREE

Plinio Sales

A profissão de consultor é mais ou menos como a de ser Diabo. Precisa ter tempo de conhecimento, formado em todas as catedrais do saber, principalmente conhecer as facetas inesgotáveis da vida e se aprofundar nos ensinamentos da natureza, propostos por Deus.

Em igualdade de condições, todos somos competentes, sem distinção de raça, cor, religião ou opção sexual. Em casos de situações extraordinárias, como o advogado recém formado que vai trabalhar no escritório de advocacia do pai e herda a clientela, constituida em anos de profissão, possui vantagens comparativas em relação ao colega que não tem essa tradição. Esse sem familia tem que fazer concurso para trabalhar no governo.

A mesma coisa com os consultores. Ninguém consulta quem não tem experiencia, nem conhecimentos. Nessa profissão tem que ser Diabo. Não basta pedir o relógia do cliente para dizer-lhe as horas. Tem que ser e ter muito mais.

Quando, um deputado ou ex-ministro, se defende ao dizer que fez fortuna com o seu escritório de consultoria, confessa um crime de concorrência desleal. O que lhes dá o “handcap” sobre os seu colegas concorrentes no mercado, é justamente os seus conhecimentos e a sua influência, obtidos no exercício dos cargos ocupados ou que venha ocupar. Dizer que o Zé Dirceu é um consultor milionário de sucesso, mesmo só atuando no exterior,é considerar o Palloci um amador, pra não classificá-lo de trombadinha.

Onde está a ética, difundida pelos gregos, ao observar os políticos no trato das coisas públicas. Ela vale para antes, durante e depois.

Se não vai valer a lição do Stanislao Ponte Preta que afirma: se vale tudo “então nos locupletemos todos”. O Tim Maia ainda admite excessão: “vale tudo, menos homem com homem e mulher com mulher”, que agora mudou a regra: é vale tudo sem excessão.

O fundo da questão é: os conhecimentos, o know-how e as influências, adquiridos no exercício podem ser utilizados como instrumento profissional no escritórios de consultorias na vida privada? E sempre há limites? O que diz o manual da ética, aceita pela sociedade.


Rio de Janeiro, 19 de maio de 2011.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SE ANDAR O BICHO PEGA, SE NÃO TAMBÉM !

Plinio Sales

Os andarilhos é uma tribo diferente. Acreditam que andar faz o melhor pra saúde. Há os corredores, portando medidômetros nas suas aceleradas corridas.

Se faz bem ou não, na verdade não há prova disso. Uma boa ginástica, natação ou exercício de respiração substitui com muito mais eficiência o ato de andar ou correr. O velho e competente Chico Anísio recomenda cautela e caldo de galinha, porque nunca viu um atleta com mais de 80 anos: Morrem antes.

Os médicos dos diabéticos e dos que tem próstata fora do normal, são implacáveis em recomendar o andar, pelo menos, ½ hora de manhã e ½ hora à tarde. Só o aposentado pode atender essa recomendação.

Agora recente ingressei no grupo que faz reflexologia, tratando dos pés. A técnica é de origem oriental, mas produz um grande efeito relaxante. A professora Terezinha que é especialista no assunto, preparada por vários cursos, é super eficiente ao aplicar essa técnica. Ela propaga que nos pés se tem todos os terminais nervosos do corpo humano.

O pé sem tratamento, produz dor de cabeça constante, desfunciona o fígado, o pâncreas e o estômago.

Ao mexer nos pontos nervosos dos pés, provoca reflexos relaxantes nos solados dos pés, nos pondo a andar nas nuvens.

Até a minha proposta se comporta bem, depois de uma sessão de reflexogia da Terezinha que atende a domicílio pelos fones 3875-8510 e 9856-5129, ambos 021. Não é diferente dos outros médicos, também recomenda andar.

Gosto de andar, mas não sou fanático e não acredito nessas virtudes do andar programado, tantas horas por dia, em várias vezes por dia. Prefiro a dieta da água; tomar 10 copos de água, por dia, para relaxar e limpar o organismo. É a hidrologia versus a reflexologia, embora ambos apresentem bons resultados e são complementares.

Como sou adepto do sedentarismo, como forma de vida cultura, aprecio a hidrologia, se possível com uisque e gelo.

Então, se andar o Chico pega, se não andar o médico reclama.

O que fazer? Ora, vamos mudar de papo! E senta aí para conversarmos.


Rio de Janeiro, 17 de maio de 2011.

BIG BANG DOS BLOGS

Plinio Sales

Democraticamente, todos podemos ter um “BLOG” na internet.

É preciso ter um computador, associar-se a um gmail da vida é abrir uma página com o nome do seu blog e começar a publicar na internet. Se alguém vai ver isso é outra estória.

O blog é uma coluna na internet, como se fosse uma coluna no jornal, como a da Miriam Leitão de notícias e comentários econômicos ou o do Veríssimo com crónicas do cotidiano. De todas as revistas, os colunistas possuem blogs na internet.

É um big bang que não tem volta. Está crescendo pra cima e pra baixo. É preciso criar um catálogo para listar todos os blogs, classificando-os por assunto, autor e localização, como fonte de consultas sobre os blogs. Acho que vale a pena, pois temos até de botequins e casas de lazer. Por que não de blogs.

Achar e produzir leitores precisa da ciência de “marketing”.

Conheço autores que empacotam o seu bloco e envia por mala direta aos seus potenciais leitores, que começa pelos amigos cobaias.

Com muita sorte e paciência você será um blogueiro muito acessado por viajantes da internet. Se pode também pedir para a Sonia Racy mencionar o seu blog e então muitos leitores vão visitá-lo, correndo o risco de uma crítica negativa. Tenho 3 blogs (www.100flechadasnoalzimher.blogspot.com, www.cemconselhosaopresidente.blogspot.com www.poesiasdopaladino.blospot.com) e planejo lançar um novo para receber e publicar recados do povo, bem popular numa coletânia de opiniões. No blog do Povo, o Marcelo poderá falar do seu corno que vira Presidente, do passista da escola de samba que se torna professor, denunciar o vizinho que espanca a mulher, falar das deficiências do Posto de Saúde da sua comunidade, fazer publicidade da sua farmácia do bairro, repetir apelos da Rádio Estilo Livre do Vidigal e outras variadas especiais. E até podemos atuar como o blog dos blogs.

Os blogs serão mais comuns, ocupando espaços na internet. O futuro deles é se tornarem páginas, revistas e jornais, enfim a mídia eletrônica.

Se quiserem informações produtivas e sociais visitem meus blogs e façam a sua desejada crítica, que nós a publicaremos, seja contra ou a favor.


Rio de Janeiro, 18 de maio de 2011.

DAR PRESENTES POR QUÊ?

Plinio Sales

Faz parte da minha estratégia pessoal, por gratidão ao passado, dar presentes regularmente. Sempre tenho alguns à mão para dar aos meus semelhantes: parentes, amigos, clientes, prestadores de serviços e outros. Lembro-me agora que tenho esquecido do carteiro, do ledor do relógio da light, do lixeiro e outros que aparecem no final do ano, esquecidos por falta de planejamento.

Na tribo de onde meu pai saiu, se tinha o hábito de dar presente a visita que viesse à primeira vez na sua casa, em homenagem ao ato de apoio e amizade a nossos propósitos. E sigo essa tradição, sempre que posso. A respeito disso tenho alguns fatos interessantes para contar:

1) O presente da anti-loura

Com o princípio da 1ª visita, dei ao João um lindo quadro, pintado pelo Wladimir, apresentando 3 graças negras. No quadro haviam a beleza de 3 princesas negras, contratadas em Angola, a preço de petróleo, para posarem no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio, que durante um dia inteiro pousaram com a melhor boa vontade. Uma delas tem a bunda mais bonita que ja vi nessa minha vida com 50 anos de Lapa. Para minha surpresa, ele não deu a menor bola pro quadro, olha que ele é um negro bonito, ex-comandante de navio da marinha, viajando pelo mundo inteiro e racista. Igual ao Pelé.

Confessou que só gostava de loura, sendo que estava noiva de uma modelo-silfide, sem peito nem bunda, que era o seu sonho de consumo.

O quadro está comigo e agora para sempre.

2) O segundo caso que gostaria de contar envolve, com o devido respeito, um fato que a imprensa registrou, o Deputado-Secretário Julio Lopes e a grande estrela Ivete Sangalo.

A nota da imprensa revelou que durante um show da Ivete, que ele fazia com o brilho de sempre, no Canecão-Rio, foi avisada de que havia um presente pra ela na frente do Canecão. Foi ver e encontrou um bonito carro de passeio, lindo e aerodinâmico, com todos os predicados de um moderno pré-lançamento da Mercedes. Um presente caro. Ficou curiosa e procurou ler o bilhete que acompanhava aquele sonho. Ninguém sabe o que estava escrito, mas ela mandou devolver o presente ao Deputado Julio Lopes.

Outra estória interessante, aconteceu com o meu pintor preferido, o popular Naval. Numa recepção patrocinada por D. Iolanda, já faz tempo, em homenagem a uma autoridade de República Democrática do Congo, atendendo o pedido do Viegas, nosso amigo que tinha interesses comerciais com aquele país africano. O negão veio com a esposa, uma bela e alta francesa.

Depois de todos os rapapés, regado a uisque black label, resolvemos oferecer aos visitantes um bonito quadro do Naval, que na época estava produzindo a série Corujas em azulejos da Klabin.

Com toda solenidade, entra o Naval vestido com a sua roupa de trabalho, bastante colorida, digna de um príncipe Nago que ele sempre incorporava, trazendo na mão o troféu de uma linda coruja de olhar penetrante, a qual foi presenteada ao africano e sua esposa, reverenciando as autoridades africanas.

O visitante olhou no quadro e, para surpresa geral, encostou no canto, sem o menor agradecimento.

Procura daqui, procura de lá, o Viegas esclareceu a questão: no Congo, a coruja é considerada de mau agouro! Que sai justa. Meia hora depois, a normalidade estava refeita, sendo que o presente passou a ser um bom licor francês para degustar o bacalhau do almoço.

Tenho muitas outras estórias pra contar, mas recentemente recebi as desculpas da recusa de presentes ingênuos de agradecimento. Foi na recepção do Hotel 5 Estrelas Sheraton do Vidigal. Como escrevo parte dos meus artigos no loby do Hotel Sheraton, que fica bem próximo da minha casa, em geral, entre 4 e 5 horas da manhã de todos os dias, onde sou alvo da melhor atenção profissional dos atendentes de plantão. E, com essa mania de dar presentes de agradecimentos, sempre levo alguma coisinha para relaxar o cansativa noite de trabalho desses eficientes servidores do Sheraton. Nada grande, nem valioso: cocada, brigadeiro, pupunhas, biscoitos, tratamento de reflexologia e similares.

Ontem fui elegantemente desaconselhado a dar presentes, porque um culpado supervisor viu nisso um vírus da corrupção própria da mente suja de alguém culpado ou contrariado por não ter saboreado uma deliciosa cocada do Luiz. Não dá pra entender, mas devemos respeitar.

Na primeira oportunidade vou falar com o Marcello, Gerente Geral do Hotel, para saber a razão da descortesia de um cliente(eu) que só fala bem dos serviços nota 10 desse hotel.

Não é competência do Hoteleiro perguntar quais são as intenções dos presentes.

Ele instalou a prática de questionar: Dá presentes por quê.


Rio de Janeiro, 16 de maio de 2011

NOS PEGA O PEIXE

Plinio Sales

Ao escrever ou falar a nossa língua portuguesa, mesmos os acadêmicos cometem deslizes, quanto mais os pobres mortais que não são praticantes do vernáculo.

Os doutores-cientistas que dicionarizam as palavras, o fazem do alto dos seus gabinetes e, as vezes, em seus PCs, desligados dos povos: das ruas, dos grutões das áreas rurais.

Há diferenças regionais bem diversificadas, desde o interior de Minas (uai, trem danado de bom!) aos morros do Rio de Janeiro (tá ligado!), aos salões dos refinados clubes: Jockey, Monte Libano, Country e outros.

Em vários livros, observam-se erros de várias espécie. Seja de grafia, de concordância que prejudica o entendimento do leitor. A frase, sem pretensão, é aquela composta de: sejueito verbo e predicado. É fácil, mas é díficil a sua prática. A própria eufonia das palavras nos leva a enganos, senão vejamos:

1) cumprido e comprido

2) bolo de comer, bolo de confusão

3) cidadãos, cidadões

4) nos vai, nos vorta

Com muitas semelhanças e sentidos diferentes, nos deparamos a toda hora, nos conduzindo aos erros nas prosas. Somente os profissionais das redações dos jornais, têm categoria para corrigir as distorções. É bom ler e ouvir o português dos portugueses. Nos enrolamos na interpretação em muitos textos propostos por escribas professoras.

Agora “Nós pega o peixe.” é um exemplo da discordancia que existe entre nós.

Imaginem agora, introduzir um índio na conversa, muito comum em Brasília, Porto Seguro, Cuiabá, Manto Grande, aonde houver tribos indígenas, falando o português dêles, apoiados por seus tacapés.

Nós escritores, valemo-nos dos dicionários para diminuir os erros e tentar ser mais compreensível aos leitores normais.

E acrescente-se o pior que é a letra pequena, quase invisível.

Isso é pior do que escrever todos os erros num curto texto.

É melhor soltar a lingua sem censura, porque a lingua portuguesa ainda estará se criando.


Rio de Janeiro, 16 de maio de 2011