Plinio Sales
Em todos os locais de acesso estão vivendo a sindrome do pavor. No BNDES para chegar a uma sessão ou a um gabinete, precisamos passar por inúmeros obstáculos: apresentar uma identidade com fotografia, ser retratado e vai pro cadastro.
Pra quê, pra nada! Em todos os bancos, instalaram portas giratórias prevenidas contra metais que incomodam sobremaneira os clientes, principalmente os mais idosos com marca-passos ou próteses metálicas. Já vimos casos de senhoras tirarem toda a roupa, expondo-se só de sutiã para conseguir passar por essas burras portas. Nos aeroportos nem se fala. O constrangimento é total, até as suas partes pudentas aparecem no raio-X.
Pra quê, pra nada!
Por tráz disso tudo, existem um exército de normas, portarias, leis e um bando imenso de gente que nada produz em termos reais, consumindo renda dos consumidores.
Quantas vezes em tempos normais esses locais foram assaltados, e quanto, em valor, registraram os prejuizos. E se registraram prejuizos, esse total não chega a 10% do custo dessa organização de segurnaça.
Só numa agencia bancária são uns 10 homens e mulheres pra tratar da segunrança, sem falar naquela torre-blindada que macula e aterroriza o ambiente. Nunca soube que o sistema evitou ou dissuadiu um assalto que o próprio público não pudesse ter feito.
Proponho que se elimine todas essas barreiras de segurança. Troquem por autofalantes tocando músicas religiosas, gospel ou evangélicas. Mandem o pessoal empregado para uma escola de reciclagem e transforme-os em agentes de turismo ou de relações públicas.
Recoloquem essa mão de obra para produzir alguma coisa útil para a sociedade. Hoje são sistemas de prisioneiros. Comparem as novas relações custo-benefício com a melhoria da qualidade de vida dos cidadões.
Liberem os aeroportos porque nenhum avião de passageiros será sequestrado por não ter essa segurança de “soviets”. Onde fica os direitos universais do homem. Um desses direitos é o de ser sequestrado, o de ir e vir, o de ser cidadão de categoria plena.
São tantas invenções idiotas para restringir a liberdade, constranger os cidadãos com cadastros negativos e outras formas de atazanar a liberdade do cidadão.
Pra quê, pra nada!
Como dizia o poeta Ascenso Ferreira, relatando o gaúcho que toda manhã se prepara, veste as bombachas, encilha o pingo, monta o animal e fica horas, correndo as pradarias. Pra quê, pra nada!
Vamos retornar a liberdade ao cidadão. Os bandidos, os sequestradores é que devem ser sequestrados e aprisionados nas suas famílias, longe de presídios que só incrementam o ódio e os vícios nas prisões.
Os mitômanos da segurança precisam ser aposentados e ingressar no Fundo de Seguridade do Segurança ou o FSS Social.
Rio de Janeiro, 16 de maio de 2011
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