quarta-feira, 25 de maio de 2011

O CAMINHO ERRADO TEM VOLTA?

Plinio Sales

Há um grande e novo exército de pessoas teorizando e ensinando sobre reciclagem de lixo, entendendo como nova fonte geradora de emprego e renda.

Incorrem em duas falácias fantasmagóricas: 1) Porque criar emprego de catadores de lixo, que bem há nisso? Porque não evitar o catador de lixo e capacitá-lo para uma profissão mais nobre: mecânico, mestre-de-obra, alfaiate, militar, etc. 2) De que forma se cria renda. Ao reciclar uma lata de alumínio deixa-se de produzir lata de alumínio. Qual o balanço na renda perdida na produção e a que é ganha na reciclagem. Sem fazer cálculos apurados, aposto que haverá perda de renda, além da desqualificação do trabalho e da qualidade do produto.

Outros exemplos comprovam essa tese:

1) Desqulificação do trabalho, e

2) substituição negativa de rena

Em resumo a reciclagem não cria emprego e nem gera renda.

E como resolver o problema do lixo? É simples: é desconsiderar a existência do lixo. Vamos trabalhar com o conceito do lixo zero, partindo da sua fonte de produção. Obrigar a instalação de processadores de resíduos sólidos e líquidos nas residências, modificando o “lay-out” das cozinhas e dos banheiros. Com a palavra os engenheiros e arquitetos ecológicos. Nas indústrias e no comércio e outras fontes de resíduos, tornar institucional e praticar o tratamento no próprio local.

Teremos produção de energia, água tratável, adubo orgânico e pasta alimentícia.

Os japoneses inventaram um vaso sanitário que é um processador de alta produtividade, auto sustentável, que transforma os resíduos sólidos (cocô) e o líquido (xixi) em adubo orgânico e água tratada própria para uso no jardim, lavagem de ambientes e de carros e outras utilidades. Outra forma é triturar a matéria inservível ao seu estado mínimo de partículas atômicas. E as particulas, misturadas, podem ter outra forma. Em BH existe uma indústria que transforma resíduos sólidos em madeira, móveis, sacos para supermercados.

Nada de fazer seleção de lixo em vários continentes. Deixa tudo misturado, para ser coletado pelo caminhão da Marieturb e, este, por sua vez, entrega a um polo de tratamento de resíduos, equipado com grandes fornos que operam com alto grau de temperatura (50.000º) e transformam tudo em plasma, controlando a emissão de vapor que faz energia e alimenta os fornos no seu processo continuo.

O plasma gerado de forma pastosa é congelado e pode virar blocos, placas, tijolos e outros formatos, podendo ser vendidos a indústrias processadoras e produzir uma infinidade de produtos.

E, por esses métodos, alcançaremos o Lixo Zero. Evita-se tomar o caminho errado, sem volta, da reciclagem e da seleção do lixo.


Rio de Janeiro, 12 de maio de 2011

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