Plinio Sales
Ainda tenho na memória a épica frase do mais famoso Kennedy: “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país!” Realmente é uma bela frase de efeito, cheia de apelo patriótico, mas é uma falácia. Um país só deve existir se ele serve os seus cidadãos. É a força do coletivo – todos unidos formando a nação – em benefício de cada cidadão que a compõe e que faz parte da sinergia do crescimento material e espiritual.
Não há um ser ou outro, nesse conceito moderno de sociedade ambiental de todos: gente, animais, florestas, rios, cidades, riquezas minerais e, acima de tudo, o ar que respira e a água que alimenta, o cidadão tem que perguntar o que o seu país está fazendo por cada um e como pode melhorar com a sua ajuda. Temos exemplos maravilhosos desse tipo de interação. Cito exemplarmente a D. Zilda Arns no campo da solidariedade humana. Cito o diplomata brasileiro Sérgio Bandeira de Mello, no campo da ajuda humanitária universal, num conceito maior de pátria-mundo. Poderia lembrar Oswaldo Aranha, Oswaldo Cruz e também o Gen. Castelo Branco. Existem muitos que ajudaram à sua pátria a servir a todos.
Sei de pessoas que não tem pátria por opção: os apátridas. O Belcorígenes Sampaio, brilhante cidadão baiano, descobriu um e me informou.
Não sei se o apátrida é melhor ou pior do que aquele que jura a bandeira, canta o Hino Nacional e torce na Copa do Mundo por seu país-futebol, vibrando nos gols do Pelé, do Zico e do Ronaldinho. Mas ser apátrida ja é estranho. A Petrobras nega asilo nos seus cadastros a sócios e diretores apátridas: está nos seus estatutos.
A nação brasileira, com seu grande espírito de receptividade, é o paraíso para os apátridas, mas que se tornem cidadãos brasileiros, gozando de todos os direitos universais do homem, previsto em sua constituição: “todos são iguais perante a lei” e todos tem o direito de ir e vir com plena liberdade.
Atualmente somos 180 milhões, mas podemos absorber mais uns 30 milhões de emigrantes de outros países para fortalecer a nossa nação, o nosso país enfim a nossa grande sociedade, onde convivem em paz os brasileiros do mundo.
É melhor perguntar: “o que o meu país pode fazer por mim e, ao mesmo tempo, o que eu posso fazer pelo meu país.”
O Ministério do Turismo deveria construir um kit Brasil com duas finalidades:
1) Entregar a todo brasileiro que viaje ao exterior para levá-lo e distribuir por onde fôr. Levar pelo menos 50 kits.
2) Entregar nos aeroportos a todo estrangeiro que atravessa as portas da entrada no país, após desembarcar no aeroportos.
Esse kit, preparado por especialita, em várias línguas, deverá conter no mínimo:
a) Bandeira Brasileira
b) Hino Nacional
c) Paisagens Turísticas brasileiras
d) rostos da matriz do povo brasileiro: índios, negros, brancos, amarelos e estrangeiros
e) as atrações do Brasil: Carnaval, Industrias, Produtos agrícolas, Tecnologia, futebol, esportes, etc.
Esse “kit” seria o perfil brasileiro para todo mundo.
Não precisamos sentar no Conselho de Segurança da ONU, precisamos é que os apátridas sentem nos bancos da praça, sem o seu guarda importunar: fomentando a liberdade sem bala!
Assim a Patria é Mãe e a Mãe é Patria!
Rio de Janeiro, 05 de maio de 2011
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