quarta-feira, 25 de maio de 2011

NOVELA – ESTICAR O ASSUNTO

NOVELAS CANSATIVAS: SINUOSAS

Plinio Sales

Vejo autores de novelas com imensa capacidade de criar situações novelescas, como se fosse uma sinfonia de Mozart, com harmonia. ritmo, andamento organizado, sem desvios por voltas e mais voltas: novelas enxutas, dinâmicas e com forte atração do público telespectador.

Outros abusam do direito de repetir, repetir e repetir os mesmos diálogos por dezenas de capítulos, esticando a continuidade das novelas que provoca reações tais como: “não vou ver mais esta novela, está muito chata”, repito a expressão da D. Iolanda, especial telespectadora de novelas da Globo. Vê todas, depois da Malhação.

Deve existir alguma determinação superior para que o Gilberto Braga fique esticando novelas, martelando os mesmos diálogos inúmeras vezes, de olho na audiência.

Pertenço ao grupo dos mais racionais. Penso que as novelas enxutas, mais curtas e concentradas, produzidas em série, produzem melhores resultados na mídia do que essa xaropada da Globo. Devo estar errado, pois os estrategistas da Globo ganham mais do que o Presidente da República e são obrigados a fazer a conta certa, senão podem dançar, em menos de 4 anos.

Apesar dessa reflexão, proponho uma revisão nos procedimentos desses novelistas, concentrados em poucos, sem renovação e sem novas idéias.

A mais nova novidade dessas novelas são temas negativos, embora digam ser o debate atual: homofobia, lesbianismos e similares. Será que os autores, diretores e assistentes são todos viados. Só se ver isso, até nos programas de entrevista da Ana Maria Braga que, por sinal, precisa fazer um curso de empostação de voz, em geral são viados, assumidos pra exemplo dos jovens.

O Jair Bolsonaro, último dos resistentes, pretende apresentar um projeto de lei, tornando obrigatório que todo cidadão brasileiro assuma a qualificação de viado a partir de 2015. Será que escaparemos dessa lei, como um ato de legítima defesa dos direitos universais do homem. Vou consultar a Roberta nossa jurísta de plantão.

O Gilberto devia abrir uma escola para formar, novos novelistas sem trejeitos e que usem cuecas Zorba.

Chega de novelas cansativas, sinuosas e sem fim.


Rio de Janeiro, 16 de maio de 2011

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