Plinio Sales
O campo das nossas amizades, normalmente circunda-se aos nossos semelhantes. Nada há que impeça que você tenha cobras, caranquejos, elefantes, baleias e similares, como amigos exclusivos para o que der e vier. Lógico que tem certas coisas que não se recomenta fazer com gatos, cachorros e outros afins, pois pode provocar reações adversas.
Aqui entra a estória do Twister, cachorro da raça Coque Spaniel, doado por um mal intencionado à minha filha, pretendendo, com a amizade ao cachorro, perpetuar o seu “ficar” interessado numa relação desastrada e desastrosa. Enfim acabou, mas ficou o Twister, como já tinha ficado a Hana. Os amores acabam, mas os cachorros ficam, representando o remorso da conquista.
Foi assim com o Twister que representa uma decisão tomada de se ter uma pessoa para conversar sem te contestar. Uma pessoa para esquentar seus pés na cama, sem te contrariar. O cachorro pode servir para cobrir todas as neuras. Só resta êle como amigo, abanando o rabo para anunciar sua amizade. Só o cachorro usa o rabo para fazer amigos e influenciar pessoas.
O Twister faz igual e, pior ainda, para desespero da Iolanda, ataca as latas de lixo, sobe em cima da mesa para roubar o meu sanduiche.
Parece ser muito inteligente e mestre da chantagem. Tem vantagens: corre atrás dos ratos, dos lagartinhos e anuncia, com o seu latido fino, as vizinhas que desejam entrar.
Esse é o Twister o cão amigo da Leize e da Tuca, deixado pelo falso amor de um carreirista, agenciado pela internet.
Rio de Janeiro, 29 de abril de 2011
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