Plinio Sales
Em geral passa despercebido aos nossos sentidos certas pequenas coisas deliciosas que nos causam grande prazer.
O caldinho de feijão, encorpado, com ou sem toucinho, misturado com azeite, sal e pimenta, tem ótimo sabor e é uma delícia. A empada da Nalda e a costela da Lúcia. Há! O bolinho de bacalhau da D. Noemia é de se comer ajoelhado. Passemos pelo café com canela da Rosangela, muito elogiado até pelo Carlos que é chato, não tem paladar.
Essa e a série, só pra falar de guloseimas. Podemos citar muitas outras que estão catalogadas no livro dos botequins, com coisas inacreditáveis, só não tem sapo e os macaquinhos das amendoeira.
Há os pequenos objetos. Por exemplo as canetinhas da PUC que a Tuca me vende por 5,00 cada uma: são anatômicas, duram bastante com uma maciês confortável. As canetinhas do Sheraton são excelentes. É pena que são poucas, não sobrando para brindes. Vale ver também os cartões de presente da Andreia, são lindos mimosos, por si só já são um presente. Tem os artezanatos do Marcos e os lembretes musicais da Estilo Livre, rádio comunitária do Vidigal, comandada pelo Wanderley. No campo das simpatias, sobressai os sorrisos D. Conceição e o da Thaisa, cada um com o seu estilo: aquele, da D. Conceição, religioso e protetor; o da Thaisa é todo lascivo, convidando o incauto para um beijo.
Se sair por aí, vamos aprecias muitas delícias. Só o salão da Ana (perto do João), oferece diversas refletindo o modo suave e a elegancia da Ana a suas vitórias de uma grande guerreira.
A maioria dos que citei estão no Vidigal.
E assim agente diz: “tudo vale a pena, se a alma não é pequena” ou “não há mais pedra no caminho” não é CDA.
É bom lembrar que pequenas delícias podem provocar grandes prazeres.
Deus está nos pequenos detalhes.
Rio de Janeiro, 04 de maio 2011.
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