terça-feira, 3 de maio de 2011

ESSAS NOVELAS SEXOCOLÓGICAS

Plinio Sales

No meu caso, a única ocasião de me reunir com a minha mulher nesses 64 anos de casado é no horário das novelas. Começa com a Malhação da Globo; passamos por 2 jornais noticiosos só de crimes, roubo, desastres e corrupção, que pelas palavras do Willian Bonner e da Fátima Bernardes, ficam bonitos e charmosos. É o Padrão Globo das merdas saborosas.

Aproveitamos os intervalos comercias das novelas, para botar o papo em dia: finanças, coisas dos colégios, notícias dos parentes e outras circuntâncias. As vezes, falta bate papo, pois são mais intervalos do que novelas.

Contudo nos concentramos para entender todas as sacanagens, praticadas nas novelas. Nas ruas do Leblon, vemos as artistas da Globo, todas recatadas, acompanhadas dos ficantes da hora, fingindo fugir dos paparazzis, mas olhando pra ver se continua fazendo poses. Nas novelas, estamos saturados de ver as calcinhas, os soutiens, as bundas e tudo mais dessas artistas-mães, dando exemplos imorais a juventudo e escandalizando nós os idosos impotentes.

Nesse excelente meio de comunicação, parece haver um complô satânico, para criar uma nova cultura permissiva, homofico, nerds-idiotas e viados. Meu Deus, ser viado ou lésbica vai ser legalmente obrigatório e ficamos horrorizados, nem o Kama Sutra concorre para tantas asneiras e sexo.

Nos noticiários dos jornais, temos os desastres, os crimes, a corrupção, a anti-ética, em contrapartida das novelas temos a banalização do sexo. O que nos salva são os intervalos comerciais, quando podemos conversar sobre o quotidiano, nossos netos e a vida.

Ha! Que saudades do “Direito de Nascer”, fazendo-nos chorar das harmonias amorosas e esperanças religiosas, com o mesmo resultado final, o congraçamento familiar, sem as ofensas da TV.

Precisamos desligar, esquecer as novelas e colocar as cadeiras nas calçadas e apreciar as ruas, onde não tiver tiros à solta. O mal está dentro, fora e no interios das nossas caudas.

Só contamos com a paciência de Deus.


Rio de Janeiro, 02 de maio de 2011

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