quarta-feira, 11 de maio de 2011

ADOÇAR O FEL

Plinio Sales

É bom começar o dia, iniciando com o pé direito e saudando o sol: Bom dia Sol! Se ele retrucar com o “bom dia por quê?” ou, ao atravessar a rua, o primeiro sinal de trânsito estiver vermelho, volta pra casa, porque os sinais estão em posição contra. Contra fatos não há argumentos.

Se ao contrário, tudo indica ser um bom dia, prepare o seu jogo da mega-sena e para reforçar uma apostasinha num duque de dezena e uma centena na cabeça. E fique torcendo até sair o resultado. Embora somente o dono do jogo ganhe, inclusive seja vítima das mutretas Da Caixa. O importante é a esperança de ganhar e os planos que se faz para aplicar o futuro ganho da sorte.

Antonio Maria, brilhante jornalista e compositor, parceiro da Dolores Duran, em a “Noite do Meu Bem”, dizia que só jogava no bicho para viver a sensação semanal da esperança de ganhar, e assim esperançoso chegar ao fim.

A sorte existe, mas está sempre do outro lado, mas a esperança é mais forte e está do nosso lado. Veja o exemplo de casar pela segunda ou terceira vez, é a vitória da esperança sobre a experiência.

A sorte que a gente não vê é a nossa própria vida! Foram preciso milhões de espermatozóides para gerar o “cara”. Nessa estonteante loteria, visto pelo microscópio, é que se inicia a nossa sorte. O que ver depois é lucro. A sorte é nascer, o lucro é viver, o prêmio é a nova vida de energia, que vem depois dessa vida sortuda.

De modo geral o quadro é favorável, basta ter “fé, esperança, perseverança e disciplina”, com isso o fel da vida será um brigadeiro da Cissa do Vidigal.

“É saber adoçar o fel.”


Rio de Janeiro, 09 de maio de 2011

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