terça-feira, 3 de maio de 2011

ADORAR IMAGENS: SER OU NÃO SER!

Plinio Sales

Há registros pré-históricos de cenas ruprestes em cavernas, produzidas por artistas ingênuos, procurando reproduzir figuras de pessoas e animais em convívio no seu habitat. Não existia máquinas fotográficas, nem pincéis, nem tintas e muito menos modelos para fazer pose. O trabalho não era remunerado, pois as pedras-cunhas eram as moedas primitivas. Habia uma distribuição dos trabalhos, entre os habitantes da tribo de nômades, dividido de tal forma para permitir que alguns rasgassem as paredes das cavernas com imagens figurativas.

Da idade média até hoje, muitas formas de expressão da arte, criaram obras para glorificar imagens sacras com santos e seus milagres, impulsionados para atender a propagação da fé em crenças, simbolizadas por figuras em imagens.

São Jorge, montado no seu cavalo guerreiro, empunhando uma espada para sacrificar um dragão, que representava a maldade. Esse mesmo São Jorge, se transforma e surge forte e reluzente como Ogum na religião, chamada de Unbanda. Duas religiões distintas, sincréticamente ligadas, com seguidores fiéis, praticando a adoração de imagens.

Os índios americanos, cultuavam em seus totens o respeito aos seus ancestrais, adorando o Sol e a Lua. Havia o Deus das Tempestades, o Deus do Trovão e outros tantos.

A mitologia grega é rica de Deuses e mitos, justificando todos os pensamento dos humanos em relação ao seu Deus, abrangendo Jupiter e a corte de Deusas, passando por Baco o Deus do vinho a Dionísio o Deus do prazer, o mesmo que simboliza o Carnaval.

Adorar imagens vem atravessando os séculos, sempre na esperança que também possamos vir nos transformar em nossos mitos.

A lição fundamental é pensar metafísicamente que Deus somos, cada um de nós, como sua imagem e semelhança. O Obama tem o seu jardão divino, Quando diz: “Yes We Can!” referindo-se a capacidade que temos de resolver e alcançar os nossos objetivos. O “Yes, we can!” pode ser traduzido em: “Deus é a força “ e “nós temos a força!”

Os reflexos das ondas mentais de muitos crentes, reunidos em um templo, pode criar música, produzir imagens de espíritos e, até mesmo, fazer imagens chorar e mudar de lugar. A imagen não precisa ser uma figura de alguém, de uma cruz, de uma estrela de 5 pontas, pode até ser uma espiga de milho. É uma simples produção do cérebro, construida por sonho.

Adorar imagens é uma forma de sublimar mensagens espirituais e de preservar a vida.


Rio de Janeiro, 27 de abril de 2011

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