Plinio Sales
Até aqui cometi e comenterei 5 livros e já plantei arvores e sou pai de 8 filhos. Com esse currículo ja fiz mais do que o mínimo exigido.
O primeiro livro, editado pela falecida Editora Brasil-América, foi com o patrocínio do Dr. Adolfo Aizen, pioneiro das estórias em quadrinhos no Brasil. Toda nossa geração se educou com a ajuda dos livros infantis da EBAL. Hoje ainda sobrevive o Paulo Adolfo Aizen que escolher a carreira de figurante na Globo. Não ganha muito, mas dá pra viver. Esse primeiro livro era técnico, já esgotado, fala das incongruencias da política de incentivo fiscal regional. Específicamente abordava os efeitos Sudene. Provava que 60% dos recursos oriundos dos incentivos, deduzidos do imposto de renda, retorna para os estados de origem, apenas 20% se fixam nos estados do nordeste para onde se destinam. Os outros 20% se perdia no meio do caminho, pagando despessas, gorjetas e outras outras avenças, como diz o eminente Jader Barbalho.
Na verdade é o verso do incentivo. São Paulo é o campeão do retorno. Em vez de Sudene deveriar chamar-se Supaulo.
O livrinho não teve qualquer repercussão todos estavam satisfeitos. Recentemente, uma CPI do Congresso provou a minha tese, condenando o Deputado-Senador-Governador Jader Barbalho por desviar recursos invisíveis da Sudam.
Agora a política do incentivo está se modernizando, mas os vicios vão continuar. É do instinto do empresário que vive do incentivo fiscal.
O segundo livro conta uma parte da história do Naval, meu amigo, e reconhecido pintor popular brasileiro. Deixou mais de 2.000 obras, distribuidas em muitos lugares do Brasil e da América do Sul. Deixou inéditos vários quadros, pintados com o motivo do carnaval, pintados a pedido do ex-amigo José Carlos Rego, brilhante escritor e historiador.
O Naval foi um dos meus personagens inesquecíveis, por suas obras, por sua história e por sua amizade a mim: companheiro de bar e de viagem.
O terceiro livro resolvi dar uma passeio pela poesia, querendo provar a Ana Salles, também poeta, que se pode fazer versos livres, sem a geometria das rimas, fora dessa camisa de força de rimar asa com casa.
Provei que posso, o livro ta aí e muitos leitores, meus amigos, gostaram, até o Tuninho-Gambá personagem da poesia do Anel do Papa nos Dois Irmãos do Vidigal, sem ler, gostou!
Depois dessa experiência me atrevo a publicar mais dois livros:
1. 100 Conselhos ao Presidente, e
2. 100 flechadas no Mal de Alzheymer
O primeiro é um livro de cunho político, asssumindo a pretensão de aconselhar o Presidente da República de plantão a corrigir o destino da nação. Apresentei idéias revolucionárias e tantas outras de senso comum. O segundo trata-se de uma coleção de artigos, falando do nosso cotidiano, desde a vida simples da comunidade do Vidigal a conceitos filosóficos sobre a criação dos Universos.
Agora, passo a pensar no próximo livro. Como será e o que vou abordar para fugir do lugar comum. Estou me definindo em contar as estórias das ruas do Vidigal, ambientando nelas certos personagens históricos que lá vivem ou já viveram. Estou selecionando alguns, até o João Banqueiro do Bar do Carlinhos já me indicou 2. Já tinha conversado com a Graça, iria escalar o Sarney, Sr. Arnaldo, o Sarrafo e outros. Existem muitos com muitas estórias da história do Vidigal. Vou descobrir grandes personagens que já moraram aqui. Sei do Tecio Lins e Silva que vendeu sua jeitosa casa do alto para o Hans, alemão invasor que acabou derrotado pelas forças invisíveis. Não soube entrar no sapatinho.
Então o plano é: A história das ruas do Vidigal.
Vamos ver se dá!
Rio de Janeiro, 16 de maio de 2011.
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