Plinio Sales
Quando se fala de mão de obra, queremos nos referir a pessoas, logo seres humanos: homens e mulheres, distribuidos por todo Brasil. Parte trabalhando, parte estudando e parte desempregado. Entre os desempregados existem várias capacitações que podemos dividir em 3 categorias:
1. Possue boa capacitação pode assumir trabalho, tão logo tenham.
2. Média capacitação, podendo melhorar se quizer e tiver oportunidade.
3. Baixa capacitação que pode ser melhorada com cursos especiais, patrocinados pelo SESC, Senai, Sesi, sindicatos e outros.
4. Nesse conjunto todo, exclue-se-os que não querem trabalhar de modo algum. Olha que é grupo relevante.
Então duas alternativas
a) criar empregos com o desenvolvimento social pelo crescimento vegetativo e pelo crescimento induzido.
b) criar escolas de treinamento e ajustamento da mão de obra, para adequa-la ao mercado de trabalho, na quantidade e na qualidade.
Paralelamente e em movimento antecipado e necessário, antes de tudo, preparar e capacitar professores, bem treinados e bem remunerados. Para este fim, poder-se-ia convocar militarmente os tecnicos, com idade ativa, dando-lhes um bom salário suplementar às suas parcas rendas.
Os desempregados cronicos poderiam ser convocados para servir às forças desarmadas, que possam ser treinados nas atividades paramilitares pela engenharia do exército e outras manifestações semelhantes.
Resta ainda a última das grandes fórmulas uruguaia: contratar todos os desempregados para o serviço público e assim acaba com o desemprego.
Teoricamente dá pra fazer. Na prática devemos perguntar ao Dr. Amilcar Manoel de Menezes, com os seus estudos na Adesgue da Escola Superior de Guerra para a paz.
Como bom economista cínico, a economia não pode funcionar a pleno emprego. Precisa ter uma folga de uns 5% para evitar os choques entre as placas tectônicas das relações sociais e do trabalho.
Os sindicatos e os governos já empregam 60% da mão de obra ociosa brasileira, com benefícios do peleguismo e das benesses do governo.
Portanto, não cabe perguntar:
“Onde está a Mão de Obra”
Rio de Janeiro, 27 de abril de 2011
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