quarta-feira, 25 de maio de 2011

OS MALES DA MUDANÇA

Plinio Sales

Mudar de um lugar para o outro sempre traz algum desconforto. Se falarmos de mudar de residência é mais dramático. Alguns adoram mudar, como se fossem profissionais de mudança. Planejam cuidadosamente o que fazer, como fazer, em que ordem, parece um jogo de legos. Outros, como eu, fujo da mudança: invento uma viagem, me hospedo num hotel ou outra artimanha, mas não me envolvo. Só vejo a conta e pago. No reencontro com as coisas nas novas instalações, é preciso fazer um curso: 1) Cadê a escova de dentes; 2) Cadê as cuecas e as meias, onde estão; 3) Mulher e você onde dorme?

E assim vai. Dois meses depois, ainda estamos zonzo com a mudança. Certa noite, cheguei com algumas doses na cuca, me atirei na cama com roupa e tudo, cai em cima da penteadeira, pois a cama estava no outro lado e virada dos pés pra cabeça. Foi um trauma craniano. Só acordei com o farmacêutico me gozando, perguntando porque eu tentei o suicídio.

Mudanças de escritório são piores. É melhor não falar, deixa a Marcia recolocar tudo no lugar, conforme a planta do escritório anterior. A angustia de achar um processo que precisa despachar: tem prazo fatal! E onde está a gaveta, onde se esconde os viagras! Tudo, tudo fora de algum lugar. Até o meu relógio Rolex desapareceu, me obrigando a reclamar do seguro internacional do Rolex.

Podemos falar também de mudanças políticas-sociais como o casamento gay, o projeto de Lei do Bolsonaro que obriga todos os homens a ser viado, já que são homofóbicos. A mudança da classe social de pobre para ser o novo miserável da Dilma, recebendo uma bolsa de R$ 70,00 reais por mês. É uma vergonha, nem na China é assim. Trata-se da revolução social do PT, pois agora estão no poder, redistribuindo entre os próprios o “butim” da sociedade. Até a Vale vai entrar no bolo, porque é um filão de lucros, impostos e empregos. Quando largarem, vai ser igual revolução dos Cravos em Portugal, a revolução do Fidel, a do Kadafi, a do Maranhão, que resulta no total esqueletamento da sociedade: todos ficam no osso e os governantes se instalarão nas suas Dachas até o povo revolucionário chegar e fazer novas mudanças para voltar ao status quo e atuar com novos personagens.

Então pra que mudar, se provoca transtornos e, no fundo, não melhora nada.

Como diz o Delfim Neto, pior com o Sarney, pior sem ele.

Vamos nos vacinar contra os males das mudanças.

Viva a ditadura do Getulio Vargas.


Rio de Janeiro, 13 de maio de 2011

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