Plinio Sales
O mundo tem o seu modo de ser. Há riquezas e concorrência entre países. O consumo do combustível fóssil prejudicando o meio ambiente. Há fome e doenças atacando uma boa parte da população mundial, pelo menos 40% sofrem na faixa da insubsistência, embora Deus só conceda o suficiente.
Esse quadro mundial tem muitas matizes, como visionava o Marthin Luther King nos seus sonhos de esperança: “eu ontem tive um sonho...”
Nesse mundão visto do alto de uma colina da Lua, fica difícil saber o que podemos, uma única pessoa, fazer para melhorar o mundo. É como a estória do banbu chinês, isoladamente nada.
O grupo mundial é muito intenso e imensso para sofrer uma pequena picada das nossas ações e até orações. Só será possível se todos nós nos unirmos. A primeira medida, é criar um “soft” que permita a comunicação entre os 8 bilhões de habitantes numa mesma lingua, que pode ser o enterrado Esperanto.
A segunda medida é eliminar o desperdício mundial, transferindo-o para diversas bolas, estratégicamente espalhadas pelo mundo. A colheita dessas bolsas seriam distribuidas aos pobres de todo o mundo.
A terceira, um pouco mais ousada, é promulgar uma Lei Universal, pela qual metade da população ativa, com idade superior a 17 anos, seria obrigatóriamente professores, ingressando em estabelecimentos de ensino que os preparassem para o magistério. Essa metade preparada capacitaria a outra metade, ensinando-a o básico de cultura e conhecimentos.
Com essas 3 medidas, em uma geração, teríamos um novo povo, andando de automóvel poluente.
Podemos usar os nossos conhecimentos, a visão de um mundo futuro melhor, mas é só isso que podemos fazer para melhorar o mundo.
Para produzir uma revolução, seria necessária uma nova invasão de seres extraterrestres de cultura mais avançadas que, sob pressão ditatorial, mude substancialmente as práticas usuais, reformando tudo, desde a indumentária, os hábitos alimentares, o modo de respirar, reformando tudo.
Será bom? Resolverá as misérias de todos?
Será uma boa tentativa, mas para Deus tudo é possível.
Rio de Janeiro, 26 de maio de 2011
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