terça-feira, 3 de maio de 2011

MINHA CASA É UM SONHO REAL

Plinio Sales

Falar em dar casa para o povo é muito saudável politicamente, rende votos e engana a todos, durante todas as eleições.

São 60 milhões, entre pobres e ricos, que sonham ter sua casa própria. No barato, se cada casa custasse 20 mil reais, estaríamos falando de 1,2 trilhões de reais! Só tem uma fórmula: é usar a velha poupança que meus antepassados já combinavam com a caixa, conhecida com CEF.

O outro obstáculo é como achar tanta areia, tantos tijolos e cimento para construir essa mega cidade de casas. Devemos pensar nos serviços públicos a oferecer: água, esgoto, luz, ruas, transportes, lazer, escolas, comercio e principalmente empregos próximos das residências.

É muita coisa para controlar, nem numa economia planificada daria certo. E no Brasil é mais difícil ainda, embora dinheiro não seja o problema, pois se faltar por aqui, pode-se até importar casar pré-fabricadas de boa qualidade e ecológicamente corretas.

Outro obstáculo primário é a pré-existência de terrenos com preços apropriados para casas populares. Não tem, onde se quer. Onde tem, está longe dos locais de trabalho.

Como conciliar isso tudo a curto prazo? Temos uma alternativa: é deixar o povo escolher o seu terreno, o seu formato de moradia e a sua localização. Seriam 60 milhões de vontades a percorrer o mercado brasileiro, diante disso, a iniciativa privada se apresentaria, em concorrencia perfeita, para atender essa forma demanda.

Os recursos seriam fornecidos pela CEF, abrindo uma conta social da casa própria, a todo o cidadão brasileiro, maior de idade, que ainda não possuisse uma casa própria, podendo sacar dessa conta para pagar:

1. Compra de terreno

2. Projeto de construção

3. Licenciamentos

4. Construção

5. Comunicações: telefone, internet etc.

Por exemplo cada cidadão teria uma conta aberta no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), podendo sacar para pagar despesas destinadas a custear a sua casa própria. Em contra-partida o cidadão-proprietário e devedor cederia ao Patrimônio Público da União a quota-parte dos seus direitos da exploração do petróleo da União. Esses direitos podem ser avaliados por valor muito superior para financiar os tais 1,2 trilhões de reais necessários para abrir as 60 milhões de contas sociais.

O cidadão teria pago a sua casa, agora verdadeiramente própria, e ficaria tranquilo, sem pagar nada, até o dia em que Deus o convocar para servir ao Universo Social!

A minha casa é um sonho real.


Rio de Janeiro, 25 de abril de 2011

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