Plinio Sales
O Ludovico Frindian foi Marechal de campo, comandante de “Banzers” na Segunda Guerra Mundial, lutando por seu país. Como bom alemão que era fez tudo com destreza e disciplina, conduzindo sua tropa com mão e cruz de ferro. Perdeu a Guerra. Se tivesse ganho, o mundo hoje poderia estar mais organizado. Ao perdedor as batatas!
A disciplina e a conduta nos campos de batalha fez seu caráter reto no trato das suas atividades privadas. Era engenheiro químico e dos bons. É verdade que contava com a retaguarda eficiente, até financeira, da sua parceira Anna Salles que nunca lhe faltou até sua morte. Eu a conheci, tratando dele com o maior desvelo, numa parceria com a Heloisa secretaria e arquivo mental do Ludovico. Era uma trindade frutuosa.
O Ludovico era um personagem além do seu tempo. Pensava a longo prazo. Nenhum dos seus projetos era pra amanha. Nunca pensou em viver o presente com a perspectiva do passado. Nem todos tem paciência transcedental. Nem a Anna entendeu isso.
Estou retomando um dos seus projetos que é o da produção de metanol, a partir do gás natural da Petrobrás.
Originalmente, ele pensou em dar utilidade ao gas natural da Petrobrás dos campos de Juruá e do Urucu, la no Amazonas, onde o gás era quemado ou novamente enterrado. Um senhor disperdício de elevado custo social. Como uma operação de guerra, o Ludovico bolou a engenharia completa para pegar o gás, transformá-lo em metanol (combustível) e exporta-lo para a Europa, onde já pré-acordara um contrato com a BASF, uma grande multinacional alemã do setor químico. Fez o projeto redondo, eliminando o desperdício e produzindo divisas em moeda estrangeira em benefício da balança de pagamento do pais, tornando a petroquímica auto sustentável, podendo pagar o passivo do financiamento em marcos alemães.
Só que agora, estamos relocalizando a indústria para o Espírito Santo, porque a geologística do petróleo mudou com a descoberta do pré-sal. No Amazonas o gás já está sendo aproveitado, tendo sido construido um gasoduto de 600 km, transportando o gás de Coari até Manaus, aproveitando 5 milhões de M3 por dia. Foi um extraordinário passo realizado pelos técnicos da Petrobras.
Como o gás agora está sobrando na bacia de Campos é pra lá que estamos retomando o projeto Metanol-Ludovico, obedecendo o mesmo plano traçado por ele, com novos parceiros, o mesmo modelo exportador e a mesma engenharia financeira.
Vou propor que se batize a unidade petroquímica transformadora do gás em metanol, no Espírito Santo, de Usina Ludovico de Metanol.
Rio de Janeiro, 03 de maio de 2011.
---------- Mensagem encaminhada ----------
ResponderExcluirDe: Lemos Advogados
Data: 4 de maio de 2011 17:26
Assunto: RES: O MÉDICO PERFEITO
Para: Plinio Sales
Prezado amigo e Ir:. Plinio:
Tenho lido com muito gosto seus artigos e certamente colhendo não raro deslumbramento pelo estilo adotado e por referencias descritivas de aspectos que me levam ao passado. Não tenho respondido dentro das próprias mensagens por falta de tempo, coisa que aproveito agora nessa mensagem que me traz uma preciosa ilustração.
Quero no entanto me referir a um artigo que fala do Ludovico. Sem a pretensão de estabelecer qualquer correção, mas apenas pela observação de um possível erro formal onde me parece que onde está um “B” deve ser um “P”. Refiro-me ao primeiro parágrafo: “O mal-Ludovico Frindian foi Marechal de campo, comandante de “Banzers” na Segunda Guerra Mundial”. Quero crer que o dileto irmão se referia a “Panzers” de onde me vem o seguinte comentário:
“Panzer é uma abreviação de "Panzerkampfwagen", um substantivo Alemão que se traduz como "Veículo Blindado de Combate que na Inglaterra e nos Estados Unidos convencionou-se chamar de tanque.”
Se porventura a palavra com B for um sinônimo, perdoe meu atrevimento, mas se for com P receba minha modesta contribuição antes que você envie para edição.
Parabens pelos seus artigos.
Forte e T:. Abraço - Lemos
Lemos - Advogados