terça-feira, 3 de maio de 2011

ATUAR NA RAIZ, NA CAUSA

Plinio Sales

É muito comum tomar a parte pelo todo, conforme o sofisma da composição. Se fala em tomar remédios contra a febre, a dor, o inchaço, como se os sintomas curados acabassem os problemas, as causas.

Matou-se o Bin Laden, mas isso só representa a vingança dos arrogantes, demonstrando força. O agente do mal age sob influência do arquiteto do mal. E esse arquiteto tem muitos soldados, desde o câncer, inúmeras doenças, os Tsunamis, furacões, incêndios, secas, infecção hospitalar, balas perdidas e outras tantas. No campo da política então a criatividade do mal é ilimitada. Esse mal tem muita penetração na mídia, tentando mudar o modo de pensar e agir da humanidade.

Quem fabrica armas incentiva guerras assassinas, fazem leis que consentem os crimes, todos são agentes do mal.

De que adianta atuar na consequência e deixar acomodada e feliz a causa. O Amilcar, velho amigo de guerra, ensinava que milagre não existe, porque é um efeito sem causa. Só esqueceu que Deus, a fé, o pensamento positivo são as causas invisíveis dos milagres.

A grande movimentação do crime nas comunidades pobres, não é caso de polícia. É caso de lei e de assistencia social. Primeiro: é dar plena liberdade a venda e ao consumo de drogas, tendo como contrapartida a melhoria dos sistemas de saude e de assistencia mental e psicológica; segundo: atribuir às igrejas maior atuação nessa marcha social, a exemplo do Pastor Augusto Monteiro em Salvador, ampliando-se a outros estados.

Outra causa: aprisionar pessoas, incrementando as mentalidades criminosas, custeados pela sociedade, ou seja, apontar uma arma contra si mesmo. É melhor soltar todos os presos e entregá-los aos cuidados da própria família ou da família substituta, aceitando o custo social de 50% do que o estado paga hoje.

Só se pode reduzir a poluição ambiental drásticamente se acabarmos com a economia do petróleo, mudando para solar, eólica, do hidrogênio e a do mar. Como acabar com os efeitos-danosos (poluição, buraco do ozônio, o efeito estufa) se não se muda a matriz energética.

Como acabar com a miséria se existem e querem existir os miseráveis! Miserável, na maioria das vezes, é apenas estado de espírito, tal como o riso do corno.

Como acabar com a morte, se não se ensina que a morte não existe. A morte é uma transformação de energias, obedecendo a lei de Lavoisier.

Dizer que há males que vêm para o bem é uma descarada falácia. Nenhum mal deve ser aceito, devemos eliminar sua causa, atuar na raiz.

Neste artigo não falei do Vidigal, nem nas UPPs, que também não resolve a causa e apenas um movimento pirotécnico do Cabral. Nesse aspecto social o Brizolla tinha razão: se você não pode resolver, deixe como está. É mais prudente!


Rio de Janeiro, 03 de maio de 2011.

Um comentário:

  1. ---------- Mensagem encaminhada ----------
    De: Fernando Brandão
    Data: 4 de maio de 2011 09:31
    Assunto: Re: ATUAR NA RAIZ, NA CAUSA
    Para: Plinio Sales


    Muito boa crônica e, que abrange todos os males que atormentam a sociedade e a civilização daqui e de alhures. Porém, acredito, que teríamos resolvido 50% desses males se os políticos corruptos furtassem menos e, em função dessa folga no orçamento, se investisse mais em Educação e Saneamento Básico,com este último, então, o efeito da economia se daria em escala exponencial, efeito colateral positivo, em face da redução drástica dos custos com a saúde, sobretudo, com as crianças.
    Quanto à Indústria Bélica, infelizmente, nada se poderá fazer, por causa da própria índole humana e, se for erradicada, num passe de mágica, ou mesmo, num Milagre, o desemprego da mão de obra extremamente qualificada, teria sido insuportável.

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