Plinio Sales
Estamos sempre a espera de boas notícias, sejam elas quais forem. É a vitória da esperança sobre a experiência.
O mensageiro das notícias matutinas são os jornais: populares ou de elite, eles se obrigam a trazer e comentar as boas e as más nptícias. E de bom modo, não se atribuir ao mensageiro os pecados ou os benefícios das notícias. Tudo é a maneira de transmitir. Temos o exemplo do capitão que precisava dar a um soldado, sob o seu comando, a notícia da morte da mãe dele. Reuniu a tropa, colocou todos perfilados, em posição de continência, e ordenou: Atenção, todos que tem mãe de um passo à frente! Todos deram e ele apontou para o soldado-vítima e gritou: Você aí, não! Ele deixara de ter mãe, não precisava da o passo à frente. É como deu a notícia, de modo transversal.
Esperamos que as notícias dos jornais do dia seguinte sejam favoráveis, alegres e de prêmios pra todos nós, mas ao dar uma olhada nas manchetes da primeira página, logo nos decepcionamos:
1) Outro tsunami matou milhares de pessoas e arrasou tudo.
2) O Japão não vai mais construir usinas nucleares.
3) Governo Chaves pediu que Farc matassem opositores.
4) A guerra não acabou. Esta viva em várias partes do mundo.
São algumas colhidas aleatóriamente nos jornais que acabaram de chegar.
Quando o jornal chega acaba com a esperança da boa notpicia. Vem os fatos e, nem sempre, corrobora a nossa esperança.
Entramos nas páginas internas do jornal pra vê se melhora. Nada feito, surgem os detalhes dos crimes, das falcatruas, do erro médico, nem as notícias políticas melhoram nossas esperanças.
Todos os dias espero a chegada dos jornais, pra ver se melhora a minha cultura.
Vou todos os dias, manter essa esperança, com perseverança e a patrica da mais extrema disciplina para reviver a sua cultura e o seu conhecimento.
Pior ainda se o jornal for o de ontem. A notícia morre muito rápido e jamais ressuscita.
Quando o jornal chega, meu coração bate forte. E logo depois, minhas esperanças viajam pra Porto Seguro, desejando um refúgio garantido e descobrir um novo Brasil.
Rio de Janeiro, 12 de maio de 2011
---------- Mensagem encaminhada ----------
ResponderExcluirDe: Gloria Sousa
Data: 12 de maio de 2011 14:39
Assunto: : Artigo Quando o jornal chega
Para: Plinio Sales
Plínio,
Esta sua crônica é a realidade...sempre esperamos o dia seguinte, quem sabe vai
chegar uma noticia diferente, mais animadora, com menos acidentes, menos sangue
e mais decisões de nossos políticos, mais presença em plenário, votação de menos emendas e mais leis, que definam o nosso judiciário.
Enfim...a esperança sempre vai ser o dia seguinte!
Abs.
Glória